Fase final
Reginaldo acredita que diálogo corrigirá distorções salariais
O prefeito em nenhum momento se posicionou contra o direito adquirido do servidor e se mostrou favorável a corrigir injustiças
15 de Maio de 2014, 07h44
A greve dos servidores públicos municipais, que completou cinco dias ontem (14), pode estar próxima de um desfecho favorável quanto a 'correção de injustiças'. A análise é do vereador Reginaldo Santos (PPS), em meio a sessão ordinária desta semana na Câmara Municipal. Ele afirmou que as últimas conversas que ocorreram com a chefia do Executivo foram proveitosas e que o prefeito Percival Muniz (PPS) está disposto a rever as distorções dos últimos 14 anos.
Reginaldo argumenta que esteve reunido, ao lado do presidente da Câmara, Ibrahim Zaher, com Muniz na manhã de ontem (14) e sentiu do gestor a vontade de resolver a situação. "O prefeito em nenhum momento se posicionou contra o direito adquirido do servidor e se mostrou favorável a corrigir injustiças, tais como com os professores, auxiliares de higienização, os servidores celetistas e com outras categorias", relatou.
A exemplo do que já vem ocorrendo com a Secretaria de Educação, Reginaldo entende que é possível que se atenda as reivindicações. "A secretária Ana Carla Muniz vem correspondendo a expectativa quando corrigiu toda demanda reprimida dos servidores da pasta, além de dar 5% de ganho real aos professores no ano passado. Também há de se destacar as melhorias em infraestrutura, o que também é valorizar o servidor com condições de trabalho", reconheceu.
O vereador acredita também que o histórico do prefeito de boa relação com o funcionalismo público é um fato determinante para dar boas perspectivas aos trabalhadores. "Percival foi o prefeito que fez o atual PCCS; que reduziu a carga horária do professor para 30 horas e que deu origem ao Impro e Serv Saúde. Ele não vai deixar este momento manchar esta história, até porque sabe da importância que tem o servidor sendo o seu elo com a sociedade.", comentou.
O socialista alerta que no caso específico das classes de fiscalização e tributos, obras e postura, meio ambiente, sanitaristas, de diversos setores administrativos e outros de nível superior é necessário um cuidado técnico maior. "Para estes servidores é necessário garantir segurança jurídica com um estudo mais aprofundado que permita a incorporação da produtividade que já recebem. Isto é necessário porque não se pode dar um aumento linear ou então as injustiças continuariam", frisou.
Reginaldo informou que iniciou um debate entre as partes para a busca de um consenso.
(Assessoria)