Decisão da CMPI do Cachoeira revela covardia, cumplicidade e oposição sem foco
15 de Junho de 2012, 16h00
O senador Pedro Taques (PDT/MT) errou ao classificar como 'medo' o motivo que levou a CPMI a rejeitar os requerimentos convocando o ex-diretor do DNIT, Luiz Antonio Pagot, e o presidente da Delta, Fernando Cavendish, para depor sobre o 'Caso Cachoeira'.
Medo é um sentimento comum a todas as pessoas normais, incluindo aí os homens de bem e até guerreiros corajosos. O que provavelmente motivou a decisão da CPMI tem outro nome. Chama se covardia - coisa típica de seres de moral duvidosa e caráter negativo.
Mas, claro, além dos covardes (que são maioria) há também na CPMI os cúmplices - gente diretamente envolvida no histórico de corrupção que sempre marcou a relação entre o Governo Brasileiro e as empreiteiras.
Apesar de minoria, os cúmplices são bem articulados e, com a audácia característica do patifes, não encontram dificuldades para liderar o time dos covardes.Juntos, cúmplices e covardes, vão aos poucos enterrando a oportunidade que temos de passar a limpo mais esse obscuro setor da sociedade brasileira.
O que esperamos da outra minoria da CPMI, aquela formada pelos deputados e senadores da 'banda não-podre', é mais coragem e determinação. O próprio Pedro Taques, que recentemente gastou uma energia danada tentando defender o ex-colega Demóstenes Torres(Dem), precisa manter-se focado.
Os que não fazem parte da farsa que começa a se formar nessa CPMI devem reservar todas as suas forças para defender o povo brasileiro. Do contrário não será surpresa se, no futuro, passarem à história como 'farinhas do mesmo saco'.