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Vereadores dizem apoiar criação de CEI da travessia urbana, mas cobram permanência de Vanzeli
O assunto deve ser pauta da reunião para a discussão da Ordem do Dia, que acontecerá nesta terça-feira, 16
15 de Julho de 2013, 11h05
Depois do anúncio feito pelo vereador Carlos Vanzeli (PDT) de que iria protocolar um requerimento solicitando a constituição de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para investigar as irregularidades na obra de duplicação da travessia urbana das BRs 163/364, os demais vereadores demonstram disposição em apoiar a iniciativa e assinar o requerimento, mas cobram que Vanzeli presida os trabalhos e permaneça na Câmara até a conclusão da investigação.
A preocupação dos edis é com relação ao fato de Vanzeli, que é suplente de sua coligação e estar ocupando a vaga que originalmente pertencia ao agora secretário de Infraestrutura, Fábio Cardozo (PPS), estar cotado para assumir uma secretaria no Executivo, o que exigiria que ele se afastasse do seu mandato de vereador.
"Eu apóio a ideia e assinarei o requerimento para a abertura da CEI, até por que está claro para todos que existem muitas irregularidades na obra, mas não apóio o fato de o vereador já ter anunciado (a criação da Comissão) para todos antes de conversar com os demais. Nós queremos dele (Vanzeli) a garantia de que permanecerá na Câmara até o final das investigações. Queremos fazer as coisas da maneira correta, por que temos que dar uma resposta para a população", pontuou o vereador Roni Magnani (PP).
Outro que demonstra o mesmo tipo de preocupação é o vereador Jailton do Pesque Pague (PDT), que é presidente da Comissão de Obras da Câmara e do diretório municipal do PDT, partido de Vanzeli. "Se ele garantir que vai assumir as investigações até o final, eu vou apoiar, por que a sociedade quer passar a limpo essa questão. Nós confiamos na capacidade e no conhecimento do doutor Vanzeli, mas eu defendo que esse é um momento em que devemos deixar de lado os nossos interesses políticos e pensarmos na cidade", argumentou.
Já o petista Mauro Campos não entrou na questão, mas defendeu a imediata abertura da CEI. "Falta muita informação, tanto para nós, vereadores, e imagina para a sociedade então, aí nem se fala. Eu sou a favor e vou assinar o requerimento, pois precisamos esclarecer para a sociedade quem foram as pessoas responsáveis por essa situação e que cometeram essa irresponsabilidade com o dinheiro público", defendeu.
O vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB) também defende a criação da Comissão e acredita que os vereadores não devem se furtar a criá-la. "A legislatura passada até que tentou montar uma CEI, mas ela foi abafada por medo de uso político da mesma. Agora é outro momento e creio que devemos esclarecer para a população da cidade o que de fato aconteceu e por que essa obra demora tanto e onde foram parar os pagamentos feitos à mais para a empreiteira que toca a obra", disse.
O assunto deve ser pauta da reunião para a discussão da Ordem do Dia, que acontecerá nesta terça-feira, 16. De acordo com o Regimento Interno da Câmara, são necessárias as assinaturas de um terço dos vereadores, ou seja, de sete parlamentares, para que a CEI seja constituída.
A obra de duplicação do trecho de pouco mais de 13 quilômetros da travessia urbana foi iniciada ainda em 2009 e já consumiu mas de R$ 30 milhões, sendo que desse total, R$ 4,5 milhões foram pagos por obras não executadas, segundo apuração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). A obra é custeada com recursos federais com contrapartida da prefeitura, que ficou responsável pela fiscalização e pagamentos da obra.
Por conta dessas e outras irregularidades na qualidade da obra, o prefeito Percival Muniz (PPS) resolveu romper o convênio e entregar a obra para o Dnit, que é o órgão responsável elas rodovias federais.
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