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Por falta de entendimento, Mauro Campos pode continuar à frente do PT

A ideia seria lançar uma candidatura única que contemple as quatro tendências internas

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15 de Julho de 2013, 16h00

Por falta de entendimento, Mauro Campos pode continuar à frente do PT
Por falta de entendimento, Mauro Campos pode continuar à frente do PT

'O meu grupo decidiu que eu não disputaria a reeleição para favorecer a unidade interna do partido, mas isso não tem acontecido', disse Mauro CamposO vereador Mauro Campos afirmou que pode rever a sua decisão de não disputar a reeleição do cargo e presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), caso as correntes internas do partido não cheguem a um entendimento a respeito da eleição para renovação do seu diretório que acontecerá no próximo dia 10 de novembro. A ideia seria lançar uma candidatura única que contemple as quatro tendências internas.

"O meu grupo decidiu que eu não disputaria a reeleição para favorecer a unidade interna do partido, por que entendemos que o mais importante é fortalecer o PT para ajudar no projeto de reeleição da presidente Dilma (Rousseff). Mas o tempo está passando e mesmo com a minha decisão, não se tem chegado à unidade. Temos pregado que não há a necessidade de nos digladiarmos mas, infelizmente, a vaidade de algumas pessoas tem se sobreposto aos interesses partidários", afirmou Campos.

Ainda segundo informações do atual presidente do PT, a corrente interna Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual faz parte e que é majoritária no PT, chegou a lançar o nome do professor universitário aposentado Paulo Issac, que no entanto, enfrenta rejeição das outras três correntes internas do partido.

Além de Paulo Isaac, também colocaram os nomes na disputa o professor Martiniano Francisco Martins, o filiado Edson Cardoso da Costa, o Edson Dentista, além do funcionário público Aparecido Soares de Lima, o Cidão, mas nenhum deles obteve o apoio dos outros concorrentes.

Ele informou que há tarefas partidárias que precisam ser cumpridas para que o partido possa manter seu diretório na cidade, como o fato de que apenas cerca de 40 pessoas, de um universo de cerca de mil filiados, aptas para votarem no Processo de Eleições Diretas (PED) e, é necessários que pelo menos 150 pessoas votem para manter o quórum e o PT continuar tendo um diretório na cidade.

"Caso contrário, voltaremos a ser uma comissão provisória, o que seria um passo atrás, algo desgastante para o PT. Há pelo menos seis meses que estamos tentando dialogar com as outras tendências, mas vejo alguns militantes levando suas vaidades pessoais para a discussão, o que não nos deixa outra alternativa a não ser rever a nossa posição. Se o meu grupo entender que é o caminho, eu vou recolocar meu nome na discussão", finalizou.