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Rondonópolis poderá ter Delegacia da Mulher 24 horas

De acordo com o parlamentar, as mulheres sofrem o maior número de agressões durante o período noturno e nos finais de semanas e feriados

por GazetaMT

15 de Julho de 2013, 17h00

Rondonópolis poderá ter Delegacia da Mulher 24 horas
Rondonópolis poderá ter Delegacia da Mulher 24 horas

O deputado Gilmar Fabris (PSD) indicou ao governador Silval Barbosa (PMDB), a necessidade do funcionamento da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher durante 24 horas ao dia em Rondonópolis, em regime de plantão. De acordo com o parlamentar, as mulheres sofrem o maior número de agressões durante o período noturno e nos finais de semanas e feriados, quando o consumo de álcool e drogas ilícitas aumenta.

"Uma Delegacia de Polícia comum atende a todos os tipos de crimes, e no caso de uma especializada dará um atendimento adequado para essas mulheres que, na maioria das vezes, chegam fragilizadas por conta da agressão", justificou Gilmar, ao apontar ainda a falta de pessoal capacitado para atender as ocorrências.

Em Rondonópolis, atualmente, a Delegacia Especializada da Mulher funciona somente em horário comercial e no mesmo local da Delegacia do Idoso e da Delegacia dos Direitos da Criança, o que traz prejuízos no atendimento às mulheres vítima de violência.

Já o registro de ocorrências fora do horário de atendimento é, geralmente, feito no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc), que não tem estrutura adequada para receber essas mulheres. No Brasil, a primeira Delegacia Especializada de Defesa da Mulher surgiu em 1985. Desde essa data, muito foram os avanços, entretanto só com o advento da "Lei Maria da Penha", esse assunto passou a não ser mais um tabú, aumentando o número de denúncias.

Nesse contexto, o Estado de Mato Grosso tem recebido elogios em todo o país, pela aplicação da referida lei diante do enfrentamento da violência doméstica praticada contra mulheres.

A instalação de uma Delegacia da Mulher que atenda as vítimas de violência 24 horas por dia vem sendo defendido pelo Conselho Municipal de Defesa da Mulher (CDDM), que coletou assinaturas para cobrar a ação do governador.