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Solidariedade articula nome de Zé do Pátio para estadual
Zé do Pátio se mostrou tranquilo e afirmou com todas as letras que não trabalha com a possiblidade de não ser candidato
15 de Julho de 2014, 09h25

O Solidariedade, um dos partidos estreantes nessa eleição, se reuniu na noite dessa segunda-feira, 14, para dar início aos trabalhos visando reconduzir o ex-prefeito José Carlos Junqueira de Araújo, o Zé do Pátio, à Assembleia Legislativa. A reunião aconteceu na sede do Sindicato dos Taxistas, que fica no bairro Jardim Luzdayara, na região da Vila Operária.
A reunião contou com a presença de um pequeno grupo de apoiadores de Pátio, como o suplente de vereador João Batista Soares, o Batista da Coder, do candidato a deputado federal da coligação do ex-prefeito, Mário Sérgio Gonçalves, o Mário Mototáxi, do Partido Ecológico Nacional (PEN), além de lideranças dos movimentos comunitário e de sem terra.
Em sua fala, Zé do Pátio exaltou a militância e se mostrou animado para a disputa eleitoral. "A nossa candidatura é uma candidatura das bases, a única que quer promover um debate sincero com a sociedade sobre os problemas do nosso estado. Nós estamos animados e com o lombo preparado para as perseguições que vão surgir por conta de nossa opção política de defender as bases, os mais humildes e sofridos da sociedade. Mas eu não sou filho de pai assombrado e estou preparado para o embate", afirmou.
Afastado da prefeitura de Rondonópolis em abril de 2012, devido a irregularidades ocorridas durante sua campanha para a prefeitura em 2008, e com os seus bens bloqueados pela Justiça, Zé do Pátio tem o registro de sua candidatura questionada pela Procuradoria Regional Eleitoral, que também questiona o registro da candidatura do deputado José Riva (PSD) a governador, Zé do Pátio se mostrou tranquilo e afirmou com todas as letras que não trabalha com a possiblidade de não ser candidato.
"Eu consegui reverter minha situação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por um placar de 7 votos a 0 para ser candidato a prefeito em 2012, mas isso me foi negado pelo grupo político que eu pertencia. Nós não trabalhamos, em nenhum momento, com a possibilidade de não termos nossas candidaturas confirmadas, mas vão haver questionamentos sim, como é normal ao processo político, que em muitos momentos se assemelha a uma guerra", afiançou.
Sobre a coligação com Riva, Zé do Pátio afirma não ter tido participação nas negociações que levaram seu partido a apoiar o ex-presidente da AL, que é réu numa infinidade de processos por improbidade e desvio de recursos públicos, mas ele diz apoiar a decisão e que esse era o melhor caminho para o seu partido. "Nós estivemos trabalhando com a possibilidade de apoiarmos o projeto do (senador Pedro) Taques até o último momento, mas o surgimento de uma terceira candidatura nos levou a rever esse posicionamento, pois nós não fomos tratados de forma respeitosa pela coligação e pelo próprio senador. Com o Taques, nós vimos que íamos apenas carregar o piano, ou seja, seriamos apenas operários para ajudar a eleger os deputados deles. Com o Riva, nós temos chances de eleger dois estaduais e tínhamos que ver o que era melhor para o SDD. Apesar de ter ficado de fora das articulações, acho que foi tomada a decisão mais acertada para o partido", concluiu.
Zé do Pátio saiu candidato em uma 'frentinha' denominada Viva Mato Grosso II, que reúne, além do SDD, o PSD, PTC, PTN, PEN e PRTB. Na reunião, ficou acertado que o SDD deve promover o 'lançamento' público da candidatura de Pátio pelos próximos dias, em um grande ato político com a presença de lideranças populares, bem ao estilo Pátio de fazer política.