PRÓ EDUARDO CUNHA
Deputado Carlos Bezerra vota em favor de recurso apresentado por ex-presidente da Câmara
15 de Julho de 2016, 07h26
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara decidiu ontem (14), por 48 votos a 12, rejeitar o parecer do relator do recurso de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Ronaldo Fonseca (PMDB-BA), que recomendou que o processo voltasse ao Conselho de Ética, sob o argumento de que a votação na qual a cassação foi aprovada seria nula, pois deveria ter sido por meio eletrônico e não nominal ao microfone, como ocorreu.
A votação dividiu os membros da bancada de Mato Grosso que compõem a CCJ. O deputado federal Carlos Bezerra decidiu favorecer Cunha e ficou entre os 12 parlamentares que votaram pela aceitação do parecer enquanto Valtenir Pereira (PMDB) se juntou aos 48 que se posicionaram pela rejeição.
O processo agora segue para apreciação no plenário da Câmara dos Deputados. O presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), designou o deputado Max Filho (PSDB-ES) como relator do novo parecer, que será votado pelos deputados no plenário.
Foram necessárias três sessões para que os deputados que compõem a CCJ conseguissem votar o parecer do relator sobre o recurso. Deputados aliados de Cunha tentaram, por diversas vezes, obstruir a votação, apresentando sucessivos requerimentos para que ela fosse adiada, todos negados.
O atraso nos trabalhos da CCJ, entretanto, acabou jogando para agosto a votação em plenário sobre a cassação de Cunha, pois a Câmara entra, ao fim desta semana, em "recesso branco", sem votações.
Escolhido na madrugada de hoje como novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse, logo após sua eleição, que ajudou a eleger Cunha e ponderou que o desfecho do processo deve ocorrer "dentro das regras da Casa" e quando houver "quórum adequado".
Novo relatório
Após a rejeição do recurso de Cunha na CCJ contra a processo no Conselho de Ética que autorizou a cassação do mandato do parlamentar, o colegiado aprovou, por 40 a 11, um novo relatório a ser encaminhado ao plenário. O documento pede a cassação de Cunha. Na última manifestação no colegiado, o deputado afirmou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF).