Barbeiragem legislativa causa constrangimento ao Padre Lothar
15 de Agosto de 2013, 02h05
Está faltando gente com conhecimento jurídico na Câmara Municipal de Rondonópolis. Esta é a impressão que se tem ao analisar o número e os motivos dos vetos do Executivo aos projetos aprovados por lá.
Ontem havia mais alguns, entre eles o que previa denominar uma rua com o nome do queridíssimo padre Lothar Bauchrowitz.
Ninguém duvida que o pároco da Vila Operária merece a homenagem. O problema é que já há uma rua com o nome dele e, de quebra, a lei proíbe dar nome de pessoas vivas para ruas e logradouros públicos. Coisa básica.
Como não fizeram o dever de casa, os autores da proposta - Milton Mutum (PSD), Fulô (PMDB), Dico (PPS) e Roni Magnani (PP) - acabaram causando um constrangimento geral.
Pegou mal para os colegas que haviam aprovado o projeto; para o prefeito, que teve de vetá-lo, e também para o homenageado (que não pediu e nem merecia tal vexame).
Talvez esteja na hora dos vereadores contratarem mais advogados. Ou, quem sabe, passar a ouvir os que a Câmara já tem.