Eder Moraes diz que passou fome na prisão, mas evita atacar 'companheiros'
15 de Agosto de 2014, 07h03
Alívio para alguns, tensão maior para outros tantos. A decisão de Eder Moraes de evitar ataques nas declarações feitas ontem à imprensa adiou por enquanto estragos maiores para vários candidatos que disputam as eleições estaduais. Com uma aparência melhor, o ex-secretário prestou depoimento à Justiça Federal ontem durante horas. Mas, aos jornalistas, falou apenas sobre o sofrimento vivido na prisão.
Eder Moraes pode até não ter condições de inocentar os acusados de envolvimento nos crimes investigados na 'Operação Ararath' e em outros escândalos denunciados nas duas ultimas gestões do Governo do Estado. Mas há quem diga que ele tem informação suficiente para detonar boa parte da classe política mato-grossense.
De todos os acusados 'importantes', Éder foi o que teve até agora os maiores prejuízos. Além da exposição pública e dos 81 dias de prisão, também viu neste período seus recursos financeiros esvaírem. O advogado Paulo Lessa já cogita inclusive deixar sua defesa alegando falta de pagamento.
Muita gente acha que o silêncio pode ser sinal que, apesar dos pesares, Éder não vai complicar a vida dos antigos colegas de poder. Mas há também os que pensam que ele está apenas aguardando o momento certo.
Vai saber...