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Estelionatários usam WhatsApp como ferramenta para aplicar golpe

Os estelionatários clonam celulares e através das informações do aparelho, utilizam o aplicativo para pedir dinheiro

por GazetaMT

15 de Agosto de 2016, 09h49

Estelionatários usam WhatsApp como ferramenta para aplicar golpe
Estelionatários usam WhatsApp como ferramenta para aplicar golpe

Estelionatários estão utilizando o aplicativo WhatsApp como principal ferramenta para aplicar um novo golpe na praça. O alerta é da Delegacia de Estelionato, da Polícia Judiciária Civil, que já recebeu três registros desse tipo de ocorrência, em Cuiabá. Na modalidade, os estelionatários clonam celulares e através das informações do aparelho, utilizam o aplicativo para pedir dinheiro para pessoas próximas aos proprietários.

O golpe tem duas vítimas, a que tem o celular clonado e a outra que é lesada financeiramente. Segundo o delegado José Carlos Damian, para aplicar o golpe, o criminoso entra em contato, através do WhatsApp, com um amigo próximo ou um parente da vítima que teve o celular clonado, perguntando se a pessoa tem acesso ao banco via computador ou celular.

Diante da resposta afirmativa, o golpista pede ao amigo faça uma transferência de urgência, com a promessa de devolver o dinheiro em espécie. Ele passa o número da conta em que o dinheiro deve ser depositado para concretizar o crime. As vítimas acabam acreditando na situação, uma vez que o pedido vem direto do número de telefone da pessoa conhecida.

O delegado explica que até mesmo pessoas mais esclarecidas acreditam na fraude, por estarem vendo foto da pessoa e o histórico de conversas anteriores. "Como o criminoso tem acesso aos dados do telefone, incluindo as mensagens trocadas pelo aplicativo, ele tem a noção exata sobre o que as vítimas conversam e como se relacionam. Isso possibilita que ele seja ainda mais convincente na abordagem", destacou o delegado.

Para evitar cair no golpe, Damian orienta que antes de fazer qualquer transação bancária a pedido de um parente ou amigo, a pessoa entre em contato por telefone ou pessoalmente, com que está fazendo o pedido. "Os estelionatários sempre estão encontrando novos meios de enganar as vítimas e por isso, a checagem de informações é fundamental", disse.