“TRANQUILO”

Na semana que inicia campanha nas ruas, Percival volta a falar em “dever cumprido”

por Robson Morais

15 de Agosto de 2016, 08h46

Na semana que inicia campanha nas ruas, Percival volta a falar em “dever cumprido”
Na semana que inicia campanha nas ruas, Percival volta a falar em “dever cumprido”

Foto: Luan Dourado/GazetaMT

Agora é para valer. Nesta semana se iniciam as campanhas políticas rumo para os pleitos que definirão Executivo e Legislativo em outubro. Até o final do dia de hoje (15), todas as candidaturas deverão estar devidamente registradas e homologadas, abrindo os caminhos para a fase de propagandas e pé nas ruas. Candidato à reeleição em Rondonópolis, o atual prefeito Percival Muniz (PPS) diz se considerar, em partes, na posição de vantagem ante os concorrentes na disputa.

Contra o atual deputado estadual José Carlos do Pátio (SD) e o atual vice prefeito  Rogério Salles (PSDB), Muniz ressalta ter justamente a administração. "Essa é a campanha que será avaliada. Se eu fiz um bom trabalho neste anos a coisa vai bem. Se não fiz, vai mal", resume o prefeito. "Minha campanha já está nas ruas".

Certo que a campanha de Muniz deverá ser intensificada, como manda o figurino político. Do Pátio e Salles seguem avaliando os redutos e traçam cada um seu caminho na missão de angariar voto. O atual prefeito sabe que, apesar da máquina nas mãos, não pode ficar para trás, ainda que frise: "estou tranquilo".

Apoio de Taques

Na última semana, um encontro emblemático reuniu, quase que por acaso, as principais lideranças mato-grossenses, desde o atual prefeito de Rondonópolis até o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). Na discussão sobre o auxílio do Seguro Rural, impossível tirar os olhos da conjuntura política.

A ausência de Maggi começa a pesar nas campanhas apoiadas pelo PP no interior do Estado, prejuízo para as chapas. Mas é no tocante à relação entre o governador Pedro Taques (PSDB) e os candidatos a prefeito de Rondonópolis que o clima se torna ainda menos amistoso.

O então procurador Pedro Taques contou com o apoio de Muniz quando eleito senador, em 2010. Seguia retribuindo tanto afeto do atual prefeito, até que definiu junto ao PSDB "forçar" candidaturas próprias em todas as principais cidades do Estado. Apoiando o tucano Salles, consolidou o governador o racha com o atual prefeito.

Percival diz não temer a, por assim dizer, ingratidão. Avalia que mesmo com a presença do governador Pedro Taques (PSDB) no palanque do agora adversário Rogério Salles, a tendência é que a eleição no município polarize entre ele e o deputado estadual José Carlos do Pátio (SD). "É ilusão acreditar que o eleitor hoje em dia vota por procuração. Por mais que o [presidente dos Estados Unidos] Barack Obama recomende, por mais que o governador Pedro Taques recomende, é o eleitor que escolhe seu candidato a vereador ou a prefeito. A cidadania está muito forte nas pessoas", disse.

"No tempo de curral eleitoral é que o coronel chegava, batia no cocho, falava qual era o candidato e todo mundo saía votando. Hoje a cidadania é plena. Se o eleitor achar que o trabalho que estou fazendo merece continuar, vai votar em mim. Senão, vai votar no outro. A tendência é polarizar entre eu e o Zé do Pátio, porque ele é oposição", continua o atual prefeito.

Ajuda a Zé do Pátio

Na visão do atual prefeito, a candidatura de Salles chega para fazer crescer as chances de do Pátio. "A candidatura dele [Salles] racha e facilita para o Zé, porque ele capitaliza sozinho a oposição, enquanto aqui o Rogério Salles dividiu. Mas a tendência é oposição contra situação. E quem caracteriza como situação é o prefeito, que no caso sou eu, que estou indo à reeleição", disse.

 

Com informações MidiaNews