MUDANÇAS NA PCE

Segurança pública monitora áudios de possíveis ataques; um suspeito já foi preso

Diversos áudios de ameaças de “salve geral” estão sendo espalhados nos grupos do Whatsapp.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

15 de Agosto de 2019, 07h00

Segurança pública monitora áudios de possíveis ataques; um suspeito já foi preso
Segurança pública monitora áudios de possíveis ataques; um suspeito já foi preso

As forças de segurança do estado de Mato Grosso estão em alerta e monitorando todos os áudios divulgados nas redes sociais, sobre um suposto ‘salve geral’, que estão sendo atribuídos a membros da facção Comando Vermelho.

A ação terrorista seria uma resposta à Operação Elison Douglas, que vem sendo realizada na Penitenciária Central do Estado (PCE), desde segunda-feira (12), pelos agentes penitenciários, que tem por objetivo a retirada de regalias de criminosos como celulares entre outros eletrônicos.

Um dos áudios que circulam nos grupos do aplicativo Whatsapp diz: “O bagulho vai ficar louco nas ruas. Quem não quiser cair que se deita que a pancada vai ser dura”.

Em outra mensagem, uma pessoa ainda não identificada, avisa que o salve geral estaria na iminência de acontecer na noite de quarta-feira (14). “Foi dado um salve geral, a partir das 22h vamos colocar o terror em Cuiabá. Quem for sair, cancela, e não saia muito cedo também. Vamos colocar o terror”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) afirmou que os áudios estão sendo analisados e “os responsáveis por difundi-los serão responsabilizados criminalmente”.

Uma das pessoas acusadas de espalhar os áudios de ameaças, identificado como Samuel de Souza Valdivino, chegou a ser presa na terça-feira (13), em uma ação integrada pelas polícias Judiciária Civil e Militar, no município de Lucas do Rio de Verde.

Ele responderá pelos crimes de tráfico de drogas e foi autuado por promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa, cuja pena é de 3 a 8 anos reclusão, além de multa.

Alison Douglas

Além das revistas e retirada de produtos que não estão em conformidade com o Manual de Procedimento Operacional Padrão do Sistema Penitenciário, estão sendo realizados mudanças nas celas e pinturas.

Durante a operação, que se estende ao longo da semana, as visitas aos reeducandos, assim como o atendimento a advogados e defensores públicos foram suspensas.

A operação é realizada apenas na PCE não sendo estendida a nenhuma outra unidade no interior ou mesmo na Capital.

A reforma ainda ter por objetivo o enfrentamento a crimes que possam ser cometidos dentro da unidade penal, além de se antecipar a possíveis atos delituosos.

Integra da nota

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) esclarece que os áudios de “salve” atribuídos a uma facção criminosa estão sendo analisados e os responsáveis por difundi-los serão responsabilizados criminalmente. 

Uma das pessoas que difundiram áudio, Samuel de Souza Valdivino, foi preso em flagrante ontem às 15h30, em uma ação integrada pelas Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar no município de Lucas do Rio de Verde (360 km ao Médio Norte) pelos crimes de tráfico de drogas e enquadrado no artigo 2º da Lei 12850/2013 por promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa, cuja a pena é de 3 a 8 anos reclusão, além de multa.

A operação de reforma na Penitenciária Central do Estado foi iniciada na segunda-feira (12.08) e estão sendo realizadas mudanças nas celas, pinturas e retirada produtos que estão em desconformidade com o Manual de Procedimento Operacional Padrão do Sistema Penitenciário, como freezer, por exemplo.

Além da reforma, a operação de revista geral tem objetivo de fortalecer as ações de enfrentamento a crimes que possam ser cometidos dentro da unidade penal, além de se antecipar a possíveis atos delituosos.

Durante esta semana estão suspensas as visitas aos reeducandos, assim como o atendimento a advogados e defensores públicos. Apenas as escoltas emergenciais, em caso de saúde, serão realizadas.

A operação é realizada apenas na Penitenciária Central do Estado, não sendo estendida e nenhuma outra unidade no interior ou mesmo na Capital.