Ocupação política do Sanear continua... E falta de água também
15 de Setembro de 2012, 00h42
Preencher a falta de capacidade com muita criatividade. Essa tem sido a rotina do Sanear nos últimos anos em relação ao péssimo serviço prestado aos rondonopolitanos.
A maioria dos bairros e até a região central sofre costumeiramente com a falta de água. O problema ocorre todos os meses, mas as desculpas mudam a cada temporada.
Na época de chuvas dizem que os temporais e o excesso de areia no leito do Rio Vermelho causam quebras nos equipamentos e a consequente interrupção do fornecimento. No período de seca jogam a responsabilidade nas costas do inocente 'São Pedro', afirmando que a falta de chuva impede a captação de água e a normalidade no abastecimento à população.
Ontem (14) o atual presidente do Sanear, Jean Lino, falou sobre o assunto à TV Centro América e sugeriu que a normalidade agora depende de forças divinas. Se fosse verdade, ele deveria deixar o cargo (e o polpudo salário) e aguardar que nossas orações resolvessem o problema. Mas o fato é que Deus não tem nada a ver com isso.
Jean Lino chegou à presidência do Sanear por indicação do deputado federal Wellington Fagundes (PR), logo após o expurgo dos peemedebistas que dominavam a autarquia desde à época do ex-prefeito José Carlos do Pátio. E é aí onde reside o verdadeiro problema : a ocupação política de uma empresa pública que presta serviço essencial e deveria ser regida sob as óticas da técnica e da eficiência.
Podem anotar: no dia que deixarem de usar o Sanear para alimentar a gula de grupos políticos, os problemas vão acabar. E a água fluirá ininterruptamente em nossas torneiras- límpida, insípida e inodora.