MALEBOLGE
STF manda prender Gilmar Fabris na capital do Estado
Em nota, deputado negou ter agido para destruir provas ou obstruir a Justiça
15 de Setembro de 2017, 14h33
Um dia após a "visita" das equipes da Polícia Federal -PF A'Assembleia Legislativa do Estado -ALMT, o Supremo Tribunal Federal -STF mandou prender o deputado estadual Gilmar Fabris -PSD nesta sexta-feira, 15, por suposta obstrução à Justiça no âmbito da Operação Malebolge.
A ação da PF deflagrada na quinta-feira, 14, para investigar esquema de propina no governo de Mato Grosso, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. O início da operação se deu com o cumprimento de mandados de busca e apreensão no prédio público, bem como nas residências do atual ministro Blairo Maggi-PP -em Brasília e em Rondonópolis- e do ex-deputado Hermínio Jota Barreto -PR.
Em nota, Gilmar Fabris negou ter agido para destruir provas ou obstruir a Justiça. "Com relação ao pedido de prisão autorizado pelo ministro do STF, Luiz Fux, o deputado estadual Gilmar Fabris nega que tenha agido para destruir provas ou obstruir a Justiça", afirma.
Ele disse que estava em Rondonópolis quando soube da ordem de prisão. Logo em seguida, retornou à capital para se apresentar à Superintendência da Polícia Federal.
A PF informou ter feito busca e apreensão na casa dele, em Cuiabá, nesta sexta-feira. A decisão também determina o afastamento dele do cargo.
Confira abaixo a nota enviada pela assessoria do deputado:
Com relação ao pedido de prisão autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) nega que tenha agido para destruir provas ou obstruir a Justiça.
O parlamentar estava desde ontem em Rondonópolis. Ao tomar conhecimento da ordem de prisão pegou a estrada em direção a sede da Polícia Federal em Cuiabá para se apresentar acompanhado dos seus advogados de defesa.
A legislação autoriza a prisão de parlamentares somente em caso de flagrante ou crime inafiançável, o que não se enquadra ao caso e será questionado pela defesa.