A vereadora Maysa Leão voltou a cobrar respeito, segurança e estabilidade para as Cuidadoras de Alunos com Deficiência (CADs) da rede municipal de ensino de Cuiabá. A cobrança foi feita nesta terça-feira (15), durante a sessão da Câmara de Cuiabá. Há quatro anos, a parlamentar acompanha a situação da categoria e levou novamente ao Legislativo relatos de profissionais desligadas, transferidas e sem informações claras sobre a continuidade dos contratos para 2027.
Maysa citou casos de CADs retiradas das escolas Francisca Figueiredo Arruda Martins, no bairro Eldorado, Padre Raimundo Conceição Pombo e Ministro Marcos Freire. Segundo ela, as mudanças afetam diretamente crianças que já criaram vínculo com essas profissionais. “Você tirar a CAD de uma criança no final do ano chega a beirar a crueldade”, afirmou. A vereadora ressaltou que mudanças abruptas podem ser especialmente prejudiciais para crianças autistas, que podem apresentar maior dificuldade diante de alterações na rotina.
Sobre os contratos, Maysa afirmou que procurou diretamente o secretário municipal de Educação para buscar respostas às profissionais. Segundo a informação repassada à parlamentar, apenas as CADs contratadas pelo processo emergencial precisarão participar de uma nova seleção. Já as aprovadas no primeiro processo seletivo terão os contratos automaticamente renovados para 2027. “Eu espero que isso seja cumprido. Essas profissionais precisam ter segurança para trabalhar e as famílias precisam saber com quem seus filhos estarão no próximo ano”, reforçou.
A parlamentar também relatou denúncias de CADs que afirmam estar sendo coagidas, vigiadas e trabalhando com medo. Para Maysa, não há inclusão verdadeira sem a valorização e a segurança de quem está diariamente na escola acompanhando essas crianças. “Eu estou aqui desde a legislatura passada, cuidando para que essa profissional seja respeitada e tenha segurança. Não vou aceitar que uma pauta tão séria seja tratada apenas como discurso”, declarou.
Maysa fez um alerta à gestão municipal para que as decisões relacionadas às CADs tenham como prioridade as crianças, as famílias e as profissionais. “Inclusão de verdade não acontece apenas no discurso. Ela começa quando a gente respeita quem está todos os dias dentro das escolas, cuidando, acompanhando e garantindo que nossas crianças tenham o atendimento que precisam. Essas profissionais precisam ser valorizadas e ter segurança para trabalhar”, afirmou.