Gestão de propriedade
Sejusp assegura combate aos roubos em fazendas
Em reunião realizada nesta manhã com secretário, Aprosoja teve resposta de que problema será enfrentado
16 de Janeiro de 2015, 15h21
O número crescente de roubos e furtos em fazendas de Mato Grosso terá um novo enfrentamento a partir deste ano. Pelo menos foi a disposição demonstrada pelo atual secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Zaque, durante a reunião realizada nesta manhã (16) com a diretoria da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), em Cuiabá. Em resposta à solicitação da entidade, o poder público comprometeu-se em estudar estratégias de atuação para, em parceria com a Aprosoja e outras instituições representativas do agricultor do Estado, combater as ocorrências.
"Temos observado um aumento significativo dos casos de roubos. Embora sempre tenha havido um histórico, a situação atual é muito grave. E é importante um trabalho de inteligência para achar os criminosos e os receptadores", ponderou o presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk.
O secretário Mauro Zaque informou que a situação já é uma preocupação para ele desde o início de seu trabalho à frente da Secretaria e que elaborará estratégias para combater esta ação específica e organizada. "Faremos um enfrentamento diferenciado para atingir o problema e contamos com a parceria da Aprosoja para realizar as ações. Já vou desenhar as estratégias e, bem em breve, colocaremos o plano em ação", assegurou.
Registros de roubos de defensivos e outros itens em fazendas de Mato Grosso acontecem todas as semanas e de forma pulverizada no Estado. A situação leva a crer em se tratar de vários grupos do crime organizado em atuação. O presidente da Aprosoja reforçou a importância de se atingir o receptador desses produtos pra pôr fim ao tipo de crime. "Os casos são nos quatro cantos do Estado, é alarmante a mobilidade dos crimes".
Apenas no ano passado, cerca de 120 produtores rurais de Mato Grosso relataram à Aprosoja a ocorrência de roubos e furtos em suas propriedades. O dado foi levantado pela própria entidade a partir de um questionário respondido pelos agricultores durante eventos no campo. Pelo menos 30% do total de 400 entrevistados sofreram algum crime em suas fazendas.