REPASSE ATRASADO

Prefeitura ainda não destinou R$5,4 milhões à Santa Casa de Rondonópolis

No montante, estão emendas destinadas pela bancada mato-grossense em Brasília. Secretaria de Saúde confirmou atraso

por Robson Morais

16 de Janeiro de 2020, 08h00

Prefeitura ainda não destinou R$5,4 milhões à Santa Casa de Rondonópolis
Prefeitura ainda não destinou R$5,4 milhões à Santa Casa de Rondonópolis

A Santa Casa de Rondonópolis ainda aguarda o recebimento de pouco mais de R$5,4 milhões que deveriam ter sido repassados pela Prefeitura do Município. Os recursos são oriundos de emendas parlamentares federais destinadas à unidade de Saúde.

No montante, estão emendas destinadas pela bancada mato-grossense em Brasília. Os valores ultrapassam a casa dos R$10,4 milhões. Em 2019, a Prefeitura chegou a antecipar um repasse de R$ 5 milhões aos cofres do hospital.

À reportagem do GazetaMT, a Secretaria Municipal de Saúde informou que aguarda a abertura do orçamento para repassar os R$ 5,4 milhões restantes para a Santa Casa, o que deve ocorrer nos próximos dias.

"Como a Prefeitura já havia adiantado R$ 5 milhões como forma de colaborar para que o hospital continuasse funcionando, o restante do valor a ser repassado vai totalizar o valor da emenda parlamentar de R$ 10,4 mi, emenda essa liberada e enviada ao município já em 2020" disse o órgão em nota.

Planilha mostra repasses ainda não realizados pela Prefeitura, por meio do Fundo Municipal de Saúde. Foto: Reprodução

Outra crise

Outro problema atual enfrentado pela Santa Casa de Rondonópolis é a falta de médicos nos setores da obstetrícia. Na semana passada, após uma reunião, a direção do hospital filantrópico comunicou a direção do hospital que entregará o serviço no prazo de 30 dias, contados a partir da última quinta-feira (9).

O motivo é a falta de profissionais médicos para atender os plantões da unidade hospitalar. Segundo informado, a atual equipe é insuficiente para prestar atendimento no regime de plantões no hospital e, por isso, o serviço está prejudicado. Os poucos médicos atuantes, informa a Santa Casa, estão expostos ao cansaço.