Lixo: Sociedade aguarda discussão sobre política municipal de resíduos sólidos
16 de Outubro de 2013, 03h00
É preocupante o silêncio do Sanear quanto a definição do Plano Municipal de Resíduos Sólidos. A ausência de discussão quase inviabilizou a aprovação da taxa do lixo pela Câmara Municipal e pode causar problemas maiores - políticos e administrativos.
Do ponto de vista administrativo o maior risco é o adiamento da cobrança, que está condicionada à elaboração do tal plano. Sem a arrecadação os projetos previstos para o ano que vem podem ir pelo ralo.
Já na seara política, há a possibilidade de que a demora impeça uma discussão mais ampla com os setores envolvidos e a sociedade em geral, o que aumentará a chance de erros. E também a impressão de que o Sanear ignora a opinião dos rondonopolitanos.
Vale dizer que a demora verificada em relação aos resíduos sólidos não é exceção em se tratando do Sanear. O órgão também patina na execução das obra do PAC e, por vários motivos, deixou que a cidade caísse numa das mais sérias crises de abastecimento de água dos últimos tempos. A situação foi tão crítica, que o prefeito chegou a declarar estado de emergência e assumiu pessoalmente as ações visando resolver a questão da falta de água - que ainda atormenta boa parte da população.