CONTRAVENÇÃO PENAL
Grupo que atuava com jogos de azar é desarticulado pela Polícia Civil
16 de Outubro de 2019, 13h45
Três homens, de 66, 32 e 21 anos, e duas mulheres, 28 e 36 anos, foram presos pela Polícia Civil, nessa terça-feira (15), no município de Colíder (MT), durante operação "Loterias", que desarticular pontos de venda de jogo do bicho na cidade. Além das prisões, a operação resultou na apreensão de cerca de R$ 3,7 mil em dinheiro, e de diversos materiais utilizados para contravenção penal. Segundo as investigações, nos últimos meses a quadrilha movimentou ilegalmente mais de R$ 156 mil.
A operação "Loterias" foi realizada após várias denúncias sobre a prática de jogos de azar, tipo jogo do bicho, ocorrendo na região. Durante diligências iniciadas há cerca de cinco meses, os investigadores conseguiram identificar os envolvidos.
Segundo apurado, uma das suspeitas atuava como gerente do jogo do bicho em Colíder, responsável pela distribuição das maquininhas e pela arrecadação dos valores proveniente da venda de bilhetes. A segunda investigada utilizava do guichê de venda de passagens de uma empresa particular no terminal Rodoviário de Colíder para vender os bilhetes do jogo de azar.
Os outros três indivíduos seriam responsáveis pelas vendas dos bilhetes do jogo do bicho, em diferentes pontos da cidade. O trio foi abordado cada um em seu respectivo endereço de atuação.
Foram apreendidos com os suspeitos estimulantes sexuais de origem paraguaia e venda proibida no Brasil, aproximadamente R$ 3,7 mil em notas trocadas, vários extratos bancários, oito máquinas de jogo, diversas tabelas de bichos com valores e numeração dos animais, impressoras, notebooks, entre outros materiais.
Conduzidos à Delegacia de Colíder, os cinco foram ouvidos pelo delegado Ruy Guilherme Peral da Silva, ocasião em que colaboraram com as investigações. Na delegacia foi verificado através das máquinas apreendidas, que o grupo contraventor movimentou nos últimos cinco meses mais de R$ 156 mil.
Conforme o delegado, as investigações continuam com objetivo de identificar outros possíveis envolvidos, bem como verificar as possibilidades da existência de outros crimes, como lavagem de dinheiro.
O grupo vai responder por crimes de falsificação, corrupção, adulteração de produtos destinados para fins terapêuticos, além da contravenção penal de jogo do bicho.