FALTA DE PROVAS
Justiça arquiva processo contra Maluf e Nininho
16 de Novembro de 2017, 08h50
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rui Ramos Ribeiro, arquivou um procedimento de investigação que apontava suposta corrupção por parte do primeiro e do segundo-secretário da Assembleia Legislativa, deputados Guilherme Maluf (PSDB) e Ondanir Bortolini (PSD), o "Nininho", respectivamente. A decisão é do dia 30 de outubro.
O processo foi arquivado, segundo consta, por falta de prova contra os alvos. A denúncia era a de que o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindal) teria feito um acordo extrajudicial com a Assembleia, na 5ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá, para que os servidores recebessem verbas referentes às diferenças de URV (Unidade Real de Valor). Maluf e Nininho teriam recebido um pagamento prévio de vantagem indevida para ajudar a viabilizar o acordo.
Para a Justiça, entretanto, não havia qualquer prova da acusação. O desembargador Rui Ramos ressaltou que a investigação poderá ser reaberto caso surja alguma evidência contra os parlamentares.
"Acolho a manifestação do Ministério Público Estadual e determino o arquivamento da vertente representação criminal, ressalvada a possibilidade de novas investigações, se de outras provas tiverem notícia, nos termos em que dispõe o artigo 18 do Código de Processo Penal. Atendendo ao requerimento formulado pelo Promotor de Justiça e em respeito ao princípio da publicidade dos atos, dê-se ciência aos Deputados Estaduais Guilherme Maluf e Ondanir Bortolini, e também à Promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco Silva", decidiu.