Em colniza
Forças policiais prendem três pelo assassinato do prefeito
Cerca de R$ 60 mil reais foram apreendidos
16 de Dezembro de 2017, 18h33
Em rápida ação, as forças de Segurança Pública de Mato Grosso prenderam três homens suspeitos do assassinato do prefeito de Colniza, Esvandir Antonio Mendes, 61 anos, e da tentativa de homicídio do secretário de Finanças do município, Admilson Ferreira dos Santos, 41 anos, ocorrido no final da tarde desta sexta-feira (15).
O governador Pedro Taques, que acompanha o velório do prefeito, em coletiva de imprensa na cidade, divulgou as prisões e garantiu a presença do Estado no município para a completa elucidação e prisão de todos os envolvidos no crime. Taques também parabenizou a equipe da Polícia Civil do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), que efetuou a prisão dos criminosos, em menos de 10 horas.
"Durante todo o tempo o Estado estará aqui em Colniza, por meio das forças de segurança, nas investigações até o esclarecimento do crime", afirmou o governador.
Os criminosos, Zenilton Xavier de Almeida, Antônio Pereira Rodrigues Neto e Welisson Brito Silva, foram presos em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital), respectivamente. Eles estavam em um veículo Fiat Uno cinza, quando foram parados, cerca de 20 km após Castanheira, por uma viatura do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), da Regional de Juína, que desde ontem auxilia as investigações.
Dentro do automóvel foram apreendidos R$ 60 mil, em dinheiro, proveniente do pagamento pela execução do prefeito. O dinheiro estava em um pacote do Banco do Brasil, sendo um montante de R$ 50 mil, e outros dois volumes de R$ 10 mil.
O suspeito Antônio Pereira Rodrigues Neto é morador de Colniza e arregimentou dois comparsas oriundos do Pará para o crime. Antonio é apontado como o mandante e também participou da execução do prefeito. Todos estão sendo interrogados pelos delegados Edison Pick, titular de Colniza, e o delegado Caio Álvares de Albuquerque, da força-tarefa de Cuiabá, para esclarecer a motivação.
O delegado Marcos Bortolotto Remuzzi, que está respondendo pela Regional de Juína, informou que a Politec esteve ontem mesmo em Colniza realizando as perícias de local de crime e retornou nesta tarde, em aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), para iniciar perícia no veículo utilizado pelos bandidos, que foi localizado. Conforme ele, as armas do crimes foram encontradas jogadas em um rio e o Corpo de Bombeiros acionado para retirada.
O comandante da Polícia Militar, coronel PM Marcos Cunha, também ressaltou a eficiência do sistema de segurança. "A rapidez na resolução de todo o caso, praticamente durante 10 horas já demos uma resposta a toda a sociedade. Parabenizo todos policiais militares e policiais civis. Fomos com todo nosso aparato do Estado acompanhar esse crime bárbaro e isso mostra que o sistema de segurança está integrado. A sociedade só tem a ganhar com isso, com o aumento da sensação de segurança", disse.