ECONOMIA

Secretário do Tesouro diz que déficit do setor público em 2019 deve ficar abaixo de R$ 70 bilhões

por G1

16 de Dezembro de 2019, 08h03

Secretário do Tesouro diz que déficit do setor público em 2019 deve ficar abaixo de R$ 70 bilhões
Secretário do Tesouro diz que déficit do setor público em 2019 deve ficar abaixo de R$ 70 bilhões

A melhora nas contas públicas, o resultado das estatais e o chamado empoçamento (dificuldade de o governo processar a liberação de recursos), vai reduzir o déficit do setor público para menos de R$ 70 bilhões, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. A previsão inicial em 2019 para o setor público consolidado, que inclui governo federal, estados, municípios e estatais, era um rombo de R$ 132 bilhões.

O empoçamento dos recursos neste ano também será maior porque diversas receitas entraram nos últimos meses e, mesmo com destinação certa, há dificuldade em processar e empenhá-las, por causa, por exemplo da proximidade do fim do ano, que torna os prazos apertados.

Nesta semana, o ministério da Economia divulgará um relatório sobre o resultado das estatais, que deve mostrar melhora nas contas das empresas.

Há um mês, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já estimava que o déficit do governo central – que é parte da conta do setor público consolidado – ficaria em cerca de R$ 80 bilhões, ante estimativa de R$ 139 bilhões negativos projetada no início do ano.

A melhora geral nas contas se dá pela aprovação de reformas no Congresso, em especial a da Previdência, arrecadações adicionais com leilões e concessões. A redução dos juros, hoje em 4,5%, e a venda de reservas pelo Banco Central também auxiliaram o governo a economizar, porque impactam no serviço da dívida.

A dívida pública, que terminaria o ano em 80,8% do PIB, vai ficar em menos de 78% do PIB, e há chances de se estabilizar já nos próximos 3 anos.

O secretário do Tesouro alerta, entretanto, para o risco de afrouxamento nas contas, o abandono da agenda de reformas e a tentação de flexibilizar o teto de gastos, que poderiam fazer ruir a trajetória de equilíbrio das contas conquistado até agora.

“É importante não relaxar. Se relaxar, os juros sobem rápido e toda essa melhora se reverte em poucos meses”, disse Mansueto.