Demora na votação do Orçamento da União reforça má imagem da classe política
16 de Fevereiro de 2013, 15h02
Eis que o Congresso ensaia para a próxima terça-feira a votação do Orçamento Geral da União, que deveria ter sido aprovado até o final do ano passado. O detalhe é que a queda de braço continua e, não bastasse o abjeto lobbie dos parlamentares que são contra a partilha dos royalties do petróleo entre todos os Estados, há ainda a pressão do Supremo Tribunal Federal para que os nobres senadores e deputados federais se dignem a votar os cerca de três mil vetos acumulados em mais de uma década de indolência parlamentar.
Cálculos feitos por economistas respeitáveis mostram que a bagunça dos 'vetos não votados' pode causar um prejuízo de até um trilhão de reais aos cofres públicos. Já o adiamento da votação do orçamento ameaça paralisar de vez os já parcos serviços e obras à cargo da União.
O caso todo demonstra a pouca fé dos nossos parlamentares na função que a eles foi outorgada pela população. Ou não acreditam na importância, ou simplesmente achincalham conscientemente aquilo que deveria ser o órgão máximo de representação dos brasileiros.
A crítica vale também para o Executivo Federal, na pessoa da atual presidente e seus antecessores - o também petista Lula e o tucano Fernando Henrique Cardoso. Apesar de terem maioria ampla e fazerem do Congresso um quintal do Palácio do Planalto, nada fizeram para poupar o país desses dissabores. Esses três presidentes também são, portanto, responsáveis pela irresponsabilidade parlamentar.
É por essas e outras que no mundo ainda tem muita gente convicta de que este nosso Brasil não é, definitivamente, um país sério...