MARINHEIRO SÓ

Na debandada do PR, uma coisa é certa: Wellington Fagundes não vira a casaca

por GazetaMT

16 de Março de 2016, 07h00

Na debandada do PR, uma coisa é certa: Wellington Fagundes não vira a casaca
Na debandada do PR, uma coisa é certa: Wellington Fagundes não vira a casaca

Montagem- Wagner Montanari/GazetaMT

Desde que Blairo Maggi abriu a porta de saída do Partido da República (PR) sobrou para o presidente da sigla e também senador Wellington Fagundes a missão de conduzir cada vez mais sozinho o barco republicano, ao melhor estilo "marinheiro solitário". No ritmo desta debandada fica difícil saber quem restará ou chegará para somar ao PR na disputa dos próximos pleitos eleitorais. O partido ainda não entregou sua carta de filiação.

Já de malas prontas para deixar o PR, Maggi é dado como certo no PSD. Dos cinco deputados estaduais do partido, pelo menos três também estão prestes a abandonar a legenda: Ondanir Bortolini, o Nininho, Wagner Ramos e Sebastião Rezende devem seguir os passos de Maggi e o último, Mauro Savi, ensaia a volta ao PSB, que também é da base governista.

Publicamente, Wellington Fagundes se mostra tranquilo com o momento atual do PR. Disse já ter visto este filme antes e, de fato, tem razão. Age com naturalidade e a já sabida inteligência política, classificando a saída de cada um como "posicionamentos na política". Não poupa, porém, críticas.

Dentre os principais motivos para a debandada, reconhece o senador, está a busca dos parlamentares pelo apoio de Pedro Taques -a bola da vez na política do Estado-, já nas próximas eleições. Sobre isso, só se pode pensar que, influenciados pelo atual momento político em Brasília, a estratégia dos parlamentares é ficar do lado que parece estar em vantagem.

Ainda sobre Brasília, verdade seja dita: ser base aliada do governo, neste momento de crise política, exige uma coragem que somente Fagundes tem mostrado possuir. Publicamente, o senador se pôs como um aliado do governo Dilma disposto a usar de seus argumentos contra os ritos de impeachment. "Como democrata que sou, defendo que haja o debate sobre o impeachment, mas com maturidade e, acima de tudo, muita cautela e responsabilidade", disse por meio de assessoria.

Concorde ou não, há de se reconhecer o mérito. Na contramão dos colegas, Wellington Fagundes não vira a casaca. 

Em tempo: Em Rondonópolis, o vereador Hélio Pichioni deixou o PR. Se filiou ao PSD.