SUSPEITO

Éder Moraes está sendo investigado pelo Ministério Público Federal por supostas práticas de crimes

Entre os crimes, destacam-se o de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação tributária e quadrilha, divulgou o MPF

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

16 de Abril de 2013, 08h00

Éder Moraes está sendo investigado pelo Ministério Público Federal por supostas práticas de crimes
Éder Moraes está sendo investigado pelo Ministério Público Federal por supostas práticas de crimes

Foi instaurado um procedimento investigatório criminal pelo Ministério Público Federal, onde irá apurar a suposta prática dos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação tributária e quadrilha por Éder Moraes, ex-secretário de Fazenda e da Copa do Mundo de 2014. 

Segundo as informações, a procuradora da República Carmen Sant'anna determinou a realização de uma pesquisa completa sobre Éder em todos os sistemas de bancos de dados disponíveis, incluindo vínculos trabalhistas, antecedentes criminais e rastreamento de sócios. 

A procuradora também determinou o ofício à Receita Federal para saber se há algum procedimento fiscal contra Éder. Também será levantado as informações sobre a existência de relatório de inteligência financeira, considerando até as movimentações com o nome do ex-secretário. 

Foto: Reprodução

Outras pessoas também serão investigadas, porém a procuradora não apresentou mais nomes. Em entrevista concedida para um site da capital, Éder afirmou que a instauração do procedimento investigatório tem cunho político. 

 "Eles têm medo de Éder Moraes. Sabem que vou disputar eleição para governador em 2014. Sabem que vou dar trabalho. Sabem que sou 'duro na queda'. Esse tipo de situação só me motiva", disse o ex-secretário sobre as pessoas que estariam por trás da representação da investigação. 

"Não adianta fazer esse tipo de denúncia contra mim. Isso está cheirando a perseguição. Eu já fui investigado por mais de dez anos. Todas as acusações contra mim estão caindo por terra. A sociedade precisa estar atenta para perceber quem está por trás disso (nova investigação). Sempre trabalhei com lisura; por isso, o meu retorno ao governo. Estão judicializando e criminalizando as eleições de 2014 e isso é perigoso para democracia em Mato Grosso", finalizou.