VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT
Movimentos pró e contra governo se mobilizam neste domingo em Rondonópolis
16 de Abril de 2016, 07h00
Com informações de Terra
Está marcada para amanhã (17) mais uma votação na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), para definir a abertura ou não do processo de impedimento do mandato da presidente da República Dilma Rousseff. Em Rondonópolis, movimentos pró e contra o governo da presidente divulgaram sua programação para acompanhar este dia histórico.
Militâncias petistas, entidades de classe, movimentos sociais, intelectuais, estudantes e demais simpatizantes ao governo devem se reunir para o movimento 'Vigília contra o golpe'. O evento tem horário previsto para as 14h na sede do Clube dos Bancários, no bairro de Colina Verde. Após a votação, a manifestação seguirá pelas ruas em carreata.
Contrários ao governo e pró impeachment, manifestantes deverão se reunir também para acompanhar a votação na Câmara das imediações do shopping da cidade. Um telão está previsto para ser instalado e assistido. A mobilização é encabeçada pelo movimento Resistência Democrática.
Brasília
No Supremo Tribunal Federal (STF) a Advocacia Geral da União (AGU) tentou barrar o modelo de votação e a data prevista. Na decisão do STF, porém, o pedido foi rejeitado.
A AGU havia pedido a suspensão da votação até a análise pelo Supremo do mérito da ação, na qual pede a nulidade da maior parte dos atos tomados pela Câmara na tramitação do pedido de instauração do impeachment, apontando irregularidades e vícios no relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Os deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Wadih Damous (PT-RJ) também entraram com pedido no STF no mesmo sentido.
Os argumentos da AGU foram rejeitados, pois a maioria dos ministros do STF entendeu que o direito de defesa poderá ser exercido no Senado Federal, que irá julgar --quando e se a Câmara aprovar a admissibilidade do processo de impeachment-- se a presidente cometeu crime de responsabilidade.
Para a AGU, não houve concessão de ampla defesa, sendo que também foram levantados temas no relatório que não teriam relação com a denúncia originalmente aceita pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como o conteúdo da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Mas o relator dos casos no STF, ministro Edson Fachin, votou por não conceder medida liminar, se amparando em decisão do STF de dezembro passado sobre o rito do processo, quando a Corte deu ao Senado o poder de rejeitar a instauração do impedimento.
Por essa ótica, defendeu Fachin, o processo começará quando seguir para deliberação no Senado, momento em que a defesa do contraditório será "amplamente feita".
Na votação de amanhã, para que o processo de impedimento seja encaminhado ao Senado, são necessários os votos de dois terços dos 513 deputados, ou 342 votos.