7 ANOS DE PRISÃO

Clientes que espancaram e gravaram tortura de mecânico são condenados em MT

No vídeo, Gustavo aparece bebendo uma cerveja e dá socos e tapas na vítima. Além disso, faz ameaças e chega a quebrar uma garrafa na cabeça do rapaz.

por Redação c/G1

16 de Abril de 2021, 10h14

Reprodução/vídeo
Reprodução/vídeo

Os réus Gustavo Henrique Nilson Albues e Jhony Marlon Camargo de Souza, responsáveis por espancar um mecânico dentro de uma oficina para cobrar uma dívida e gravar o ato, em dezembro do ano passado, foram condenados, na última quarta-feira (14) a 7 anos de prisão em regime semi aberto.

Gustavo Henrique foi condenado a 7 anos e quatro meses e Jhony Marlon foi condenado a 7 anos e oito meses de reclusão pelos crimes de tortura e roubo contra o mecânico João Paulo Andrade da Costa.

O crime aconteceu no dia 3 de dezembro de 2020. O vídeo gravado viralizou nas redes sociais. As imagens, que mostram Gustavo Henrique espancando João Paulo, foram gravadas por Jhony, que também fazia ameaças enquanto filmava.

Assista: 

No vídeo, Gustavo aparece bebendo uma cerveja e dá socos e tapas na vítima.

Além disso, faz ameaças e chega a quebrar uma garrafa na cabeça do rapaz. A vítima não reagiu em nenhum momento. O fato só chegou até a polícia após as imagens serem compartilhadas em grupos na internet.

Gustavo foi preso em um hotel em Cuiabá dias após o crime. O rapaz que filmava, Jhony Marlon, foi preso em uma fazenda em Tangará da Serra.

De acordo com a decisão, depois de gravar o primeiro vídeo, os agressores voltaram outras duas vezes até a oficina para torturar o mecânico. Gustavo fez outro vídeo agredindo, mas, dessa vez, em forma de selfie, segurando o celular com uma mão e batendo com a outra.

Ele pediu para João Paulo tirar uma peça de um carro que estava sendo consertado e também pediu o ar condicionado do escritório da oficina. Mas, segundo a vítima, João Paulo não teve tempo de retirar o aparelho, pois Gustavo começou a bater nele novamente.

Na terceira vez, uma mulher desceu do carro em que os dois chegaram e pediu para que parassem de bater na vítima.

O mecânico relatou que ficou em uma situação muito difícil depois do acontecimento porque teve que fechar a oficina e que depois do acontecido, ninguém mais procurou o local.

A juíza Anna Paula Gomes de Freitas afirma no processo que as autorias dos crimes foram comprovadas com a finalidade de obter confissão de dívida.

"Mesmo após ter tudo êxito na obtenção da confissão, não pararam as agressões, mesmo diante do fato de a vítima ter oferecido bens para serem levados como pagamento da dívida”, diz trecho.