O João Batista

por Por José Antonio dos Santos Medeiros

16 de Maio de 2013, 17h59

O João Batista
O João Batista

José Antonio dos Santos MedeirosO Ex-diretor do DNIT e Suplente do senado Luiz Antonio Pagot, fez duras críticas ao governo Silval. Foi direto à ferida, pode-se dizer, que "Pagot foi Pagot" , literalmente, curto e grosso. Definiu o governo numa palavra, SOFRÍVEL. Não mentiu, o governo tem sido uma "munganga" atrás da outra.

Existe quem diga que Silval é apenas uma vítima de Blairo, que teria lhe entregado uma "granada sem Pino". Não acredito nisto. Vejo apenas uma simbiose, onde ambos se beneficiam de tudo que está ocorrendo neste governo. Um é autor e o outro coautor, Silval tinha interesse em ser governador e aceitou as condições. Blairo tinha interesse em Silval, pois este não poderia se candidatar novamente ao governo.

Para Blairo era interessante um governo fraco. Porém, como está fraco além das suas expectativas, ele resolveu "descolar" para não sofrer desgaste. A fala do Pagot tem texto e contexto e um objetivo muito claro, dizer que temos responsabilidade objetiva por isto ai.

É um plano interessante, Pagot está para Blairo assim como João Batista estava pra Cristo, ele vem preparando o caminho. A primeira missão é mostrar distância do atual governo, segunda missão é confundir, se passar como candidato ao governo, ora é candidato ao governo, ora não, de forma que todos pensem ser ele o "messias", não é. Este, no momento certo se revelará.

Tudo muito bem pensado para deixar o verdadeiro candidato livre dos desgastes e com tempo e espaço para flertar com todas as correntes políticas.

Em março, Pagot assume a candidatura a deputado federal. Dirá que nunca afirmou ser candidato ao governo e, aí sim, Blairo surgirá como salvador do Caos que ele próprio criou.

Diabólico, mas o roteiro do filme é este.

José Antonio dos Santos Medeiros
Rondonópolis-MT