Eleições 2014
Adilton Sachetti confirma sondagem, mas afirma que escolha de vice caberá a Pedro Taques
O ex-prefeito de Rondonópolis disse que outros nomes também são analisados e criticou falta de debate sobre a gestão pública em Mato Grosso
16 de Maio de 2014, 07h51
O ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PSB), negou ontem que seu nome já tenha sido definido para ocupar o posto de vice-governador na chapa que terá o senador Pedro Taques (PDT) como candidato a governdor. Segundo ele a hipótese realmente está sendo analisada, mas a definição só deve sair no final deste mês ou início de junho.
"Ainda não tem nada de novo. Há muita conversa e isso é comum em política. Acho que a discussão vai se afunilar agora e até o fim do mês teremos decisões. Mas, até o momento, o (Pedro) Taques não sentou comigo e não falamos nada sobre isso", afirmou em entrevista ao site Gazeta MT.
Adilton esclareceu que as discussões envolvem também o nome da deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) e lideranças de outros partidos. Também estão no páreo empresários do agronegócio, como Eraí Maggi (PP), Roland Trentini (DEM) e o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro (PP) .
"O PSB tem pleiteado essa vaga, mas não fazemos imposições. A escolha do vice é algo que cabe ao próprio candidato a governador e respeitaremos isso", antecipou Adilton.
O pedetista disse ainda que tem acompanhado as discussões sobre composições políticas de forma tranquila e que não pretende criar qualquer expectativa sobre a definição das candidaturas majoritárias. Adilton disse que está à disposição do partido e do grupo oposicionista e que não teria restrições em aceitar o cargo de vice-governador.
"Minha única condição é a coerência. Quero um governo diferente de tudo que está aí. Sou um cidadão, não sou alguém que está dentro da política, e meu anseio é o mesmo de toda a sociedade. Esse modelo de política que temos hoje não queremos mais. Queremos mais transparência, um modelo que preze a eficiência do serviço público, e garanta resultados para o cidadão", afirma.
Adilton Sachetti também voltou a defender que o período pré-eleitoral seja utilizado para discutir as questões que hoje afligem os mato-grossenses.
"Estamos há seis meses da eleição e o senador Pedro Taques é o único que tenta levantar esse debate sobre a gestão pública. Os demais ficam apenas na discussão de nomes e na articulação de alianças apenas para ganhar o poder. Precisamos mudar a forma de fazer política em Mato Grosso e isso deve começar já na campanha eleitoral", finalizou.