DECIFRANDO OS NÚMEROS
População eleitora de Rondonópolis confirma necessidade do “novo”
16 de Maio de 2016, 11h12
Em primeira mão, o GazetaMT publicou a lista de partidos e a respectiva quantidade de filiados a cada sigla em Rondonópolis. Os números foram lançados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE-MT). Surpreende as marcas alcançadas neste ano eleitoral pelas bandeiras nanicas e recém-nascidas a nível de município. Pelo sim ou pelo não, o povo quer mesmo algo novo.
Mais que uma vontade, percebe-se um clima de "questão de urgência". Se o momento político do país não é dos melhores a nível Federal, o respingo no município é inevitável. Em sua maioria, os partidões que protagonizam ainda hoje o show de horrores em Brasília, especificamente PT, PMDB e PSDB seguem estagnados em Rondonópolis. Não obtiveram crescimento significativo neste ano eleitoral. Inclui-se nesta lista o PR, ligeiramente arranhado e em baixa em 2016.
Na contramão dos "barraqueiros", ponto para partidos como Solidariedade, Pros e PSD, que ocupam papel secundário na briga. Neste trio, destaque para os sociais democráticos, na maré do crescimento em todo o território mato-grossense. Rondonópolis segue na onda e confirma a sigla como, no mínimo, forte no pleito municipal rondonopolitano em outubro.
Até mesmo a dita esquerda, ainda que longe da "conversa de bar" e articulação efetiva no campo da transformação democrática com plena força política, se mobiliza e sinaliza crescimento. O renovado Partido Comunista Brasileiro, o PCB, fundado nos tempos de Marighella, hoje possui um filiado em Rondonópolis. PCdoB e Psol, juntos, somam pouco mais de 200 filiados.
Esquerda, direita, centro, híbrido... Ainda que muita gente avalie este ponto em específico, o fato é que pouco importa a promessa de rumo do partido se o modelo político encrustado remete à velha condução do Poder. Posicionar-se politicamente, de início, parte deste conceito de lado escolhido, mas a longo prazo ou nos três mês em que perdura uma campanha por si só não se sustenta. A cor pela cor já não basta.
São novos tempos...