PRIMEIRO DIA

Como ministro, Maggi tem a sensação de recém chegado a Brasília

por GazetaMT

16 de Maio de 2016, 11h41

Como ministro, Maggi tem a sensação de recém chegado a Brasília
Como ministro, Maggi tem a sensação de recém chegado a Brasília

Para o agora ministro da Agricultura Blairo Maggi, a segunda-feira (16) teve gosto de primeiro dia no trabalho. No governo interino de Michel Temer, o então senador por Mato Grosso deverá sentir-se como recém chegado à Brasília.

Experiente, óbvio, Maggi é. Mas frente ao novo cargo deve tomar cuidado com o deslumbre natural que o reconhecimento e convite para um dos mais altos postos da República traz, além das investidas e assédios. Polêmico quanto à questões ambientais (alvo, inclusive, de ambientalistas), é sabido que seu foco é no agronegócio, ainda que tenha recentemente buscado apoio internacional na luta pela preservação da Amazônia, dentre outros projetos. O novo ministro é técnico e conhecedor da terra. Suas propostas, porém, seguem encaradas como qualidades e defeitos que Maggi terá de segurar para não permitir que extrapolem seu centro político e de atuação.

Neste início, Maggi chega defendendo incentivos privados ao desenvolvimento do campo. Recursos destinados pelos empresários em infraestrutura dentro e fora da agricultura. A ideia, como defende, é justamente expandir a discussão para alertar o novo governo quanto à necessidade de desafogar o caixa Público. E pode dar certo.

Dará se o empresariado aceitar a medida, se a balança da contrapartida for equilibrada e se houver seriedade na destinação e fiscalização dos investimentos. Não se pode, porém, permitir que o Brasil continue refém de grandes corporações financiadoras de campanha, que não doam, mas sim investem. Do ponto de vista democrático, estas cobram caro e o prejuízo recai sobre o povo.

Voltando ao ministro Maggi, seu papel se inicia sendo feito. Ainda haverá obstáculos maiores, mas tem já se saído bem no ensaio.