CONTRA O CIGARRO

Vereadores são convidados a participar de campanha

Ações marcam o dia mundial de combate ao tabagismo

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16 de Maio de 2017, 16h17

Vereadores são convidados a participar de campanha
Vereadores são convidados a participar de campanha

Na discussão da Ordem do Dia para a sessão ordinária da Câmara de Vereadores desta quarta-feira, 17, a Casa de Leis recebeu a visita de duas profissionais da Saúde. A odontóloga Soraia Salman, que coordena um programa de combate ao fumo há 17 anos, no Centro de Saúde Luz D'Yara, na região da grande Vila Operária, solicitou apoio dos vereadores para a realização da campanha deste ano.

"Sabemos que 90% dos fumantes só deixam o vício por iniciativa própria; sabemos também que é dos 5 aos 19 anos que as pessoas entram para o grupo de fumantes. Por isso nosso trabalho no Centro de Saúde é de alerta, tanto aos pequenos que atendemos diariamente, quanto aos jovens. Mostrar os males do cigarro é mais fácil do que fazer parar de fumar mais tarde", argumentou Soraia.

No próximo dia 31 é o Dia Internacional de Combate ao Tabagismo e, todos os anos, é programado um passeio pelas ruas da cidade que leva a conscientização da população sobre os riscos à saúde provocados pelo hábito de fumar.
"Há anos unimos as Secretarias de Educação e a de Saúde para trabalhar o tema. Os resultados são bem interessantes, mas este ano estamos com dificuldades e precisamos de ajuda", disse a dentista Soraia.

Depois de apresentar aos vereadores as necessidades dos organizadores da programação para o Dia Mundial de Combate ao tabagismo, o presidente da Casa, Rodrigo da Zaeli (PSD) disse que a Câmara é parceira nesses eventos que promovem saúde à população.

Associação das mulheresAssociação das Mulheres deve receber apoio da prefeitura. Foto GazetaMT

A diretoria da Associação das mulheres do Sul de Mato Grosso também participou da reunião e levou aos vereadores a preocupação com a possibilidade de fechar a sede onde funciona a entidade. "Temos uma casa, reformamos e colocamos para funcionar. Mas hoje temos um problema enorme, as profissionais que atendem as mulheres e famílias que procuram a Associação, são todas voluntárias e estamos enfrentando muitas dificuldades. Precisamos contratar psicóloga, assistente social e também uma recepcionista. É o mínimo para que a casa funcione e atenda quem precisa", disse Sandra Raquel Mendes, presidente da Associação.

Como se trata de matéria que envolve contratação e a Câmara de Vereadores não tem poder para isso, a recomendação foi para que o líder do prefeito na Câmara, Juary Miranda (SD) leve a questão para ser debatida na prefeitura. O vereador se comprometeu de atender às solicitações da diretoria da Associação.

Sandra Raquel explicou que, com o fechamento do Recanto Fraterno, que acolhia mulheres e as famílias em vulnerabilidade, o movimento na Associação cresceu muito. "Na verdade estamos pedindo socorro para que possamos continuar nosso trabalho. Os casos de violência doméstica crescem e as vítimas não têm muitas opções para recorrer. Esperamos contar com o apoio da Câmara para manter a Associação".