Escolha de vice pode inaugurar primeira grande crise na candidatura de Pedro Taques (PDT)
16 de Junho de 2014, 07h44
Como já se previa, a escolha do vice será mesmo o primeiro grande teste da candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao governo de Mato Grosso. O presidente regional do PDT, Zeca Vianna, que arvorou-se em porta-voz do senador, antecipava no fim de semana que a escolha recairia sobre o ex-presidente da Associação dos Produtores de Soza de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Fávaro - que integra o Partido Progressista (PP) do mensaleiro Pedro Henry e companhia.
A convenção do grupo está marcada para o dia 27, mas o próprio Taques deverá antecipar o anúncio do vice nesta segunda-feira (16). Caso se confirme a 'profecia viannense', será preciso agir rápido para contornar desgastes inevitáveis - dentro e fora da aliança formada em torno da candidatura do senador.
Internamente será difícil explicar a 'despolitização' da escolha, que não foi discutida com ninguém e nem tem o aval de lideranças importantes dos partidos oposicionistas que há tempos articulam a candidatura de Taques. Já do lado de fora a dificuldade será convencer os eleitores de que a vaga não foi 'vendida' para o agronegócio.
Em tempos de 'Ararath' não é preciso ser gênio para prever que os adversários acusarão Taques de usar na composição de sua chapa majoritária o mesmo 'modus operandi' que, segundo a PF, era utilizado no preenchimento das vagas do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
Isso pode não terminar bem...