Foguinho
Com início da época de seca, queimadas urbanas voltam com força
16 de Junho de 2015, 15h48
Com o fim do período chuvoso e início do período mais seco, que deve perdurar até o final do ano, as queimadas urbanas voltam com força. Hábito antigo, as queimadas são usadas para se eliminar os restos de folhas de árvores e parte do lixo doméstico produzido nas residências, mas traz consigo o inconveniente de emporcalhar o nosso ar e contribui para aumentar a temperatura no planeta.
Também é comum nessa época do ano, infelizmente, que desocupados ateiem fogo em áreas verdes, não tão verdes nesse período, provocando grandes incêndios, como ocorreu nessa segunda-feira, 15, na pequena reserva florestal existente ao lado do antigo aeroporto, que ardeu em chamas por horas, cobrindo a cidade de uma espessa nuvem de fumaça.
Outra sofrível tradição que existe em nossa bela cidade é o hábito de colocar fogo nos ecopontos, locais destinados para o depósito de móveis estragados e resto de podas de árvores, que são constantemente incendiados por pessoas irresponsáveis e que também costuma cobrir de fumaça grande parte da cidade.
Por conta das constantes queimadas, cai a qualidade do ar, o que provoca problemas de saúde, mormente respiratórios, principalmente em crianças e idosos, que sobrecarregam o sistema público de saúde para se tratarem. Mas é comum também ver inocentes donas de casa colocando fogo nas folhas de árvores em frente à suas residências, o que nos remete a uma necessidade urgente de que os órgãos ambientais desenvolvam uma campanha de conscientização voltada para essas pessoas.
A atribuição de combater as queimadas urbanas é do Corpo de Bombeiros, que tem apenas um caminhão pipa e uma pequena equipe para atender as ocorrências, que proliferam nesses dias.
A queimada urbana, ainda que de pequena monta, é considerada crime ambiental e, dependendo do caso, é punida com pena de reclusão de um a quatro anos e multa que varia entre R$ 375 a R$ 50 milhões, dependendo da extensão do terreno.
O Buxixo apela ao bom senso dos cidadãos e das autoridades para diminuir ou eliminar essa prática criminosa, que por força do destino, acontece justamente num período em que o ar já está carregado de poeira, que misturada com a fumaça das queimadas, se torna uma receita explosiva e altamente nociva à saúde das pessoas.
Vamos viver sem queimadas...