R$ 600
Beneficiários do auxílio emergencial são vítimas de golpe em Rondonópolis
Contas vazias teriam registrado saques do benefício em nome do contemplado logo após a liberação do dinheiro
16 de Junho de 2020, 08h50
Desde a última sexta-feira, ao menos cinco Boletins de Ocorrência foram registrados na 1ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis (antigo Cisc) sobre o mesmo caso. Beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo Governo Federal em agências da Caixa Econômica se dizem vítimas de um golpe. Alguém teria sacado o dinheiro em nome de quem realmente tem direito.
À reportagem, um homem de 56 anos relatou o ocorrido. “Recebi a primeira parcela em dia e a segunda, eu conferi, estava na minha conta no último dia 30. Mas, quando eu cheguei na Caixa para sacar, me disseram que a conta estava vazia, que havia sido feito um saque do valor de R$ 600 reais no dia 1 de junho, um dia depois”, conta. Ele foi um dos que registrou o B.O. “Me orientaram a vir para a delegacia, fazer o boletim de retornar na Caixa para tentar resolver”.


O caso se repete, segundo o repassado à reportagem, sempre no mesmo molde. Boa parte dos beneficiários não possui conta corrente e utiliza da conta criada pelo próprio banco público para uso exclusivo do saque do auxílio emergencial, o Caixa Tem.
Orientação
A Caixa informa que a área de segurança do banco realiza o monitoramento e mapeamento de ocorrências em colaboração com os órgãos de Segurança Pública para coibir eventuais ocorrências de fraude.
Se o cliente notar que ocorreu alguma fraude, deve fazer uma contestação pessoalmente em qualquer agência da Caixa. Para os casos em que houver eventual comprovação de saque fraudulento, o beneficiário será ressarcido.
Para isso, o cliente deve registrar Boletim de Ocorrência junto a autoridade policial e abrir processo de contestação em qualquer agência da Caixa. A Caixa fará a análise da contestação e adotará as providências necessárias. Segundo o banco, o processo é avaliado no menor prazo possível, sendo que os beneficiários são devidamente ressarcidos quando é comprovado o saque fraudulento. A agência da Caixa entrará em contato com o cliente e estará à disposição para acompanhamento da solicitação e informações.
Como se prevenir de fraudes e golpes?
A Caixa informou, por meio de nota, "que o volume de fraudes é extremamente baixo frente aos volumes envolvidos, estando dentro do nível de segurança planejado para o processo e que tem uma equipe especializada com dedicação exclusiva para monitorar e prover alto nível de segurança para os serviços digitais, sendo atualmente o celular o canal mais seguro para a realização de transações."
Segundo o banco, as maiores fragilidades de segurança hoje estão nos acessos, realizados pelos próprios usuários, de sites, mensagens ou aplicativos falsos. Para evitar cair nesses golpes e ter dados roubados, é importante que o cidadão se utilize única e exclusivamente dos canais oficiais da Caixa ou do Governo para buscar informações e acessos aos serviços.
Nesses meios são utilizados vários fatores complementares de segurança baseados em informações, código de verificação, além do próprio dispositivo para garantir o devido nível de segurança do processo, assim, podemos garantir que ao utilizar os aplicativos oficiais da Caixa as informações e transações dos clientes estarão seguras.
O banco esclarece ainda que não envia SMS com link.
Para se assegurar que as transações dos clientes sejam feitas com segurança, a Caixa utiliza diversos recursos para proteger as contas e operações financeiras. Mas apesar dos dispositivos de segurança nas plataformas digitais do banco, o cliente deve estar sempre atento a qualquer atividade e situação não usual, e principalmente não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp ou redes sociais para acesso a contas e valores a receber, desconfiando de informações sensacionalistas e de “oportunidades imperdíveis”.
Tentativas de contato são fraudes
O banco reforça que qualquer tentativa de contato com o cidadão pode ser caracterizada como tentativa de fraude e deve ser desconsiderada, bloqueada e reportada aos órgãos fiscalizadores competentes.
Segundo a Caixa, os criminosos se utilizam das seguintes "iscas" para conseguir acesso aos dados das pessoas:
- Aplicativos sobre o Auxílio Emergencial e Coronavírus não oficiais (do governo);
- Registro para receber vacina, álcool em gel, máscaras e outros produtos;
- Agendamento de testes da covid-19 e outros.
- Links no WhatsApp e SMS que prometam coronavoucher; álcool gel; vacinas e medicamentos; agendamento de auxílio emergencial.