OPERAÇÃO STOP LOSS
Investigações que resultaram no afastamento de servidoras teve início após relatórios do MPC apontar superfaturamento
Na operação que foi desencadeada na manhã desta terça-feira (16), a secretária municipal de Saúde, Izalba Diva de Albuquerque Oliveira foi uma das afastadas da pasta.
16 de Junho de 2020, 12h40
As investigações que culminaram na deflagração da operação Stop Loss realizada na manhã desta terça-feira (16), tiveram início há pouco mais de três meses após um relatório do Ministério Público de Contas, apontar para a suspeita de superfaturamento na compra de materiais efetivas pela Prefeitura de Rondonópolis, em meio à pandemia da Covid-19.
"Os trabalhos começaram com base nos relatórios apresentados pelo Ministério Público de Contas, que apontaram ilegalidades na dispensa de licitações e também um sobrepreço nas aquisições de produtos de limpeza e higiene pessoal, no âmbito da secretária municipal de saúde", declarou delegado Thiago Garcia Damasceno.
A operação foi deflagrada pelas delegacias Regional e Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas.
A secretária de Saúde da cidade, Izalba Diva de Albuquerque Oliveira e a responsável pelo Departamento de Administração e Finanças da Secretaria, identificada como Vanessa Barbosa Machado, foram afastadas de suas funções e estão proibidas de manter contato e ou ter acesso a pasta.
De acordo com a Polícia Civil, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na secretaria, Prefeitura e residência dos investigados.
Além disso, as ordens judiciais foram cumpridas nas empresas Merlim Rocha da Silva – ME, com nome fantasia Papelaria Art Papel, e Mosaico Distribuidora Atacado e Eletrônicos Eireli, cuja sede fica em Várzea Grande.
As investigações apontaram que nos processos de contratação 37 e 38/2020, realizados em março, as empresas vencedoras do certame apresentaram valores com suspeita de sobrepreço e, aquelas que perderam a licitação, tinham orçamentos “ilegíveis e rasurados”.
As compras ultrapassaram o valor de R$ 1 milhão.
Conforme o delegado, as investigações devem ser realizadas em outras contratações firmadas com a dispensa de licitação feitas pela pasta.
“Eu já posso adiantar que demais dispensas licitatórias vão ser checadas, além disso, iremos apurar também outros crimes ocorridos neste fato e possível coautoria de outros servidores públicos”, finalizou.
Diversos computadores e documentos foram apreendidos e serão analisados.
