Projeto 'Dignidade Eleitoral' deve afetar faturamento de setores tradicionais
16 de Julho de 2012, 04h05
Depois dos postos de gasolinas, dos vendedores de fogos de artifícios e dos 'cabos eleitorais', agora as gráficas também correm o risco de verem frustradas as expectativas de faturamento com as eleições municipais por causa do projeto 'Dignidade Eleitoral'. O projeto já tem o apoio dos candidatos a prefeitos e vice-prefeitos e pretende acabar com os abusos e combater a corrupção eleitoral em Rondonópolis.
Hoje a tarde o promotor Ari Madeira vai apresentar uma sugestão da Justiça Eleitoral que prevê também o recolhimento das propagandas que não forem utilizadas até a véspera do data limite autorizada pela legislação. Todos os candidatos - majoritários e proporcionais - foram convocados para a reunião e, se concordarem, será dado um passo importante para acabar com o que o próprio promotor define como 'derrame de santinhos' no dia da eleição.
Apesar de ilegal, a prática é comum em todo o país. Consiste no despejo clandestino nas proximidades dos locais de votação de todo o material gráfico que 'sobrou' da campanha. Os cartazes e santinhos formam verdadeiros 'tapetes', poluindo o visual e causando problemas à limpeza pública e ao meio ambiente.
Se a medida passar, é provável que os candidatos e coligações optem por mandar produzir apenas o material gráfico que pretendam utilizar durante o período permitido - sem os tradicionais 'excedentes' do passado.
Os donos de gráficas poderão até perder um pouco como empresários; mas, por outro lado, a sociedade (incluindo todos eles) só tem a ganhar.