Contas atrasadas

Energisa corta fornecimento de energia elétrica da UFMT

A UFMT já havia recebido uma notificação informando sobre o corte, que poderia ser realizado a partir dessa segunda-feira (15).

por De Cuiabá-Sabryna Carvalho

16 de Julho de 2019, 13h17

Energisa corta fornecimento de energia elétrica da UFMT
Energisa corta fornecimento de energia elétrica da UFMT

Com seis meses de faturas atrasadas, o fornecimento de energia elétrica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, foi cortado na manhã desta terça-feira (16). As unidades dos munícipios de Rondonópolis e Sinop também sofreram a falta de fornecimento do serviço.

A UFMT já havia recebido uma notificação informando sobre o corte, que poderia ser realizado a partir dessa segunda-feira (15). De acordo com as informações da assessoria da instituição, não há previsão para que a energia na unidade retorne. Mas para tentar resolver a situação, está previsto uma audiência de conciliação entre a Energisa e UFMT.  

Sem energia elétrica, vários serviços da intuição ficam prejudicados. Até mesmo as aulas e o atendimento ao público podem ser cancelados. A estudante do último ano de psicologia do Campus de Rondonópolis, Natália Domingues Pinheiro, conta que nesta situação, os laboratórios de anatomia, que necessitam de energia, ficam prejudicados. As pesquisas e estágios também são paralisados. "Além do atraso na nossa formação, não podemos ao menos realizar o nosso estágio, ficamos sem poder fazer nada, e os nossos pacientes ficam sem atendimento. Já é difícil se manter durante o período normal de faculdade, pois temos muitos gastos, com alimentação e moradia. Estou muito triste com essa situação", desabafa Natália.

Ainda de acordo com a estudante, os alunos estão tentando marcar uma assembleia para discutir a situação.

Verbas cortadas

Segundo informações da assessoria da UFMT, a falta de pagamentos da energia  está relacionada com o corte de 30% nas verbas determinados pelo Ministério da Educação. A reitora da UFMT, Myrian Thereza Serra, já havia previsto que o corte de R$34 milhões do orçamento anual poderia prejudicar os pagamentos das contas da universidade, o que também levaria a uma paralisação das atividades a partir de julho.