SESSÃO TENSA
Vereadores derrubam oposição e votam pelo arquivamento da cassação do prefeito de Cuiabá por corrupção
Sessão remota, devido a pandemia do novo coronavirus, foi marcada por bate-bocas e ataques entre os nobres parlamentares
16 de Julho de 2020, 12h17
Treze vereadores da base governista do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), votaram na sessão plenária da manhã desta quinta-feira (16), pelo arquivamento do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pedia a cassação e consequentemente o afastamento do prefeito do cargo, por crime de corrupção. Ao todo a votação ficou com o resultado de 13 votos a favor e 9 contrários.
Entretanto, em suas justificativas, em maioria, os parlamentares que votaram contra o processo, argumentaram que o gestor não cometeu crime algum no exercício do mandato de prefeito e tampouco chegou a ser indiciado pelos fatos de uma investigação do Ministério Público Federal ao qual ele teria recebido dinheiro de propina, inclusive foi filmado enchendo os bolsos do paletó, na época em que era deputado estadual por Mato Grosso.
Diante disso, por várias vezes, durante a sessão, os relatores do processo final Marcelo Bussiki (DEM) e Sargento Joelson (Solidariedade), que indicaram o procedimento regimental, com base no decreto de 1967, esclareceram se tratar não do julgamento pelo crime em si, mas sim pela falta de moralidade do prefeito Emanuel Pinheiro, após o vídeo vir à tona.
Na sessão que ocorreu de forma remota, por causa da pandemia do novo coronavirus (Covid-19), ouve bate-boca intenso e troca de ofensas entre os parlamentares. Chico Dois Mil (PL) chamou o relatório de “absurdo, maldoso e tendencioso e só atendem as partes”. Já o vereador Adevair Cabral (PTB) chegou a pedir “respeito aos bandidos”.
Um dos vereadores mais opositores ao prefeito, Felipe Wellaton (Cidadania) afirmou que “ele [Emanuel Pinheiro] será preso, tenho convicção absoluta”.
O ex-presidente da Câmara de Cuiabá, Justino Malheiros (PV), votou contra a CPI e no momento de justificativa disse “não posso tirar e condenar uma pessoa sem sequer ela ter sido indiciada. Qual o crime que o prefeito fez? É aquela imagem Dilemário [em referência ao colega de Parlamento], já que você está rindo?!”.
Veja como ficaram os votos
Wilson Kero Kero (Podemos) – votou sim
Orivaldo da Farmácia (Progressistas) – votou não
Abílio Brunini Júnior (Podemos) – votou sim
Adilson Levante (PSB) – votou não
Aluízio Leite – votou não
Adevair Cabral (PTB) – votou não
Chico Dois Mil (PL) – votou não
Clebinho Borges (PSD) – votou sim
Diego Guimarães (Progressistas) – votou sim
Dilemário Alencar (Podemos) – votou sim
Dr. Xavier (PTC) – votou não
Felipe Wellaton (Cidadania) – votou sim
Juca do Guaraná Filho (MDB) – votou não
Justino Malheiros (PV) – votou não
Lilo Pinheiro (PDT)A – votou sim
Luís Cláudio (Progressistas) – votou não
Marcelo Bussiki (DEM) – votou sim
Marcrean Santos (Progressistas) – votou não
Mário Nadaf (PV) – não
Renivaldo Nascimento (PSDB) – votou não
Sargento Joelson (Solidariedade) – votou sim
Toninho de Souza (PSDB) – votou não
Wilson Kero Kero (Podemos) – votou sim
Abstenções
Ricardo Saad (PSDB)
Vinícius Hugueney (Solidariedade)