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´Projeto Voto Limpo e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral chegam ao município

'MCCE só não está aberto para os fichas-sujas', disse juíza Jaqueline Cherulli ; iniciativas podem deixar eleições mas transparentes

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16 de Agosto de 2012, 05h03

´Projeto Voto Limpo e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral chegam ao município
´Projeto Voto Limpo e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral chegam ao município

Juíza Jaqueline Cherulli disse que MCCE comporta número ilimitado de integrantesUma cerimônia simples, realizada na tarde desta quarta-feira (15), marcou o lançamento em Rondonópolis do Projeto Voto Limpo e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), duas iniciativas que prometem revolucionar as eleições no município. O primeiro visa orientar a população sobre a importância de votar em candidatos sem máculas, o segundo pretende aumentar a fiscalização para coibir e punir crimes eleitorais.

O ato,realizado no saguão do Fórum de Rondonópolis, foi coordenado pela juíza Jaqueline Cherulli, titular da 10ª Zona Eleitoral e contou com a participação de juízes, advogados, empresários, jornalistas e outros representantes da sociedade. A Ordem dos Advogados do Brasil, que é parceira da Justiça Eleitoral nas duas iniciativas, foi representada pelo presidente da seção local, Adalberto Lopes de Souza.

Todos destacaram o desejo de contribuir para que o processo eleitoral seja mais transparente e o voto realmente reflita as aspirações e necessidades da população.

Para o empresário Samuel Logrado, um dos membros fundadores do MCCE, a criação de canais onde a sociedade possa participar diretamente ajuda a acelerar o processo de depuração das práticas políticas, permitindo inclusive eleições mais tranquilas.

"A corrupção eleitoral acontece nas campanhas, mas tem muitas repercussões depois da eleição. Todos precisam dar sua colaboração para combatê-la e o momento mais propício é este", afirmou Logrado.

Em Rondonópolis o MCCE já conta, além dos representantes da Justiça e da OAB, com a participação da Igreja Católica, Rotary Clube, lojas maçônicas, UFMT e do comitê Pró-rodovias. Mas o número de integrantes ainda pode aumentar.

"O comitê está aberto e comporta um número ilimitado de integrantes. Só não podem participar os 'fichas-sujas', os demais serão bem vindos", afirmou a juíza Jaqueline Cherulli.

A magistrada lembrou que o MCCE teve uma atuação fundamental no processo de elaboração e aprovação da lei da 'Ficha Limpa' e surgiu de discussões iniciadas apos a campanha da Fraternidade de 1996 - que discutiu a ética na política.

O MCCE não tem ainda uma sede física, mas quem quiser participar ou obter mais informações pode manter contato com as entidades citadas ou procurar a sede da seção da OAB em Rondonópolis.