Perseguição de servidores por motivos eleitorais pode ter efeito contrário
16 de Agosto de 2012, 07h42
Depois das exonerações do ex-secretáro de Saúde, Valdecir Feltrin, e da polêmica Hilda Furacão, continuam surgindo denúncias de servidores municipais supostamente demitidos por se recusarem a apoiar as reeleições do prefeito Ananias Filho e sua vice, Valéria Bevilacqua.
O Buxixo já recebeu denúncias de servidores que foram 'convidados' a deixar os cargos que ocupavam na Coder e no departamento de Habitação. Neste último caso, as exonerações envolvem também aqueles que se recusam a apoiar um candidato a vereador do PMDB que já chefiou a pasta.
O Buxixo já viu isso acontece inúmeras vezes aqui e em outras cidade. Mas, apesar dos transtornos que causa para os demitidos e também para a continuidade dos serviços públicos, a perseguição eleitoral dificilmente surte os resultados desejados pelos 'perseguidores'.
Em geral o efeito costuma ser contrário, pois, irritados com a situação, os servidores demitidos costumam se empenhar com vigor redobrado nas campanhas dos adversários - e sem cobrarem nada.