BOLA FORA

Salles errou ao expor início empacado e saia justa de Pedro Taques

por GazetaMT

16 de Agosto de 2016, 14h10

Salles errou ao expor início empacado e saia justa de Pedro Taques
Salles errou ao expor início empacado e saia justa de Pedro Taques

O candidato tucano à Prefeitura de Rondonópolis e atual vice-prefeito Rogério Salles iniciou a semana e a fase de campanha eleitoral nas ruas com uma coletânea memorável de "bolas foras". Em entrevista ao site MidiaNews, da capital do Estado, admitiu o início empacado, projetou alcançar no final e foi infeliz ao causar, digamos, saia justa ao governador Pedro Taques (PSDB).

Sem exagero, foi exatamente isso. Salles certamente falou o que não devia. Interpretações à parte, o atual vice deu margem aos inúmeros entendimentos políticos e não deveria jamais tê-lo feito neste momento. Começou exaltando o partido e a iminência de lançar candidatos nas principais cidades do Estado, ser "protagonista" nas corridas eleitorais de cada município. É chegada a hora de cair por terra o estigma de "eterno vice".

Em seguida, voltou a amenizar o "racha" com o atual prefeito e adversário nestas eleições Percival Muniz (PPS), reforçando o discurso de campanha cordial e sem ataques. "O Percival vinha, há algum tempo, dizendo que poderia ou não disputar. Então, saímos buscando alianças e acabamos assumindo compromissos" teria dito, conforme destacado em aspas pela publicação.

A partir daí, deu Salles o início às declarações que não deveria. Admitiu o previsível ainda que o melhor fosse não admitir. Projetou uma disputa eleitoral polarizada entre os adversários José Carlos do Pátio (SD) e Percival Muniz (PPS), com chances suas de crescimento ao longo da corrida eleitoral, na medida em que forem apresentadas suas propostas.

Aos fatos, se assim Salles pensa já começa errado. Lembrar que os adversários já estão em campanha apresentando ideias há pelo menos um ano o coloca em uma desvantagem com a qual não terá tempo de lidar. Se crescer, como projeta, também crescerão os demais. Tal declaração põe a ele mesmo em terceiro plano no leque.

Ao falar do atual governador do Estado, o também tucano Pedro Taques (PSDB), errou ainda mais. Colocou o gestor em uma verdadeira situação complicada, frisando as relações do chefe de Estado com todos os atuais candidatos a prefeito. Deu a entender não contar, ainda que tenha a esperança, com a presença do colega de partido em palanque político.

Em linhas gerais, o que o vice fez foi expor Pedro Taques e lançá-lo contra o muro. A peça mais importante do PSDB se recusando a subir no palanque do candidato tucano da principal cidade da região Sul de Mato Grosso, seja qual for o motivo, é no mínimo vexatório ao candidato.

De fato, Taques poderá se ausentar de todas as campanhas rondonopolitanas neste ano eleitoral. Nada tira, porém, a indelicadeza das palavras do atual vice, que soltou o verbo de forma tão precoce.

É como dizem, "de boca fechada...".