Atravessando 'inferno astral', Blairo Maggi (PR) opta por evitar aparições públicas
16 de Setembro de 2012, 11h03
Enquanto Pedro Taques (PDT) experimenta os 'louros' da popularidade e prestígio, o senador Blairo Maggi (PR) segue em baixa - dentro e fora das fronteiras de Rondonópolis e Mato Grosso.
O fiasco do depoimento dado pelo seu 'afilhado político' Luis Antonio Pagot à CPI do 'Caso Cachoeira' abalaram a credibilidade do senador no âmbito nacional.É que na grande mídia circularam informações de que Maggi teria 'convencido' Pagot a não revelar o que viu quando foi diretor do DNIT.
Se por um lado o silêncio de Pagot aliviou os comparsas do esquema Delta/Carlinhos Cachoeira (políticos conhecidos, inclusive), por outro lado a manobra foi condenada pela mídia e pelos formadores de opinião. Se antes era exemplo de modernidade, hoje Maggi é visto como integrante da 'turma do atraso'.
Mas, para piorar o momento astral do senador republicano, a população de Rondonópolis ainda não engoliu a decisão dele de transferir suas empresas para Cuiabá e o boicote imposto ao ex-prefeito José Carlos do Pátio. Maggi simplesmente se recusava a visitar a Prefeitura e, devido a 'birra' com Pátio, ajudou a travar a gestão do ex-prefeito - com impactos duríssimos para a população.
Ontem (15) Maggi preferiu não participar da caminhada ao lado do seu 'new-afilhado' Ananias Filho (PR) pelas ruas de Rondonópolis. O senador alegou que tinha compromissos empresariais.
A desculpa nem é ruim, já que Maggi tem mesmo o hábito de priorizar seus negócios em detrimento das obrigações político-partidárias. Mas, nos bastidores, a informação é de que a decisão foi tomada para evitar constrangimentos - como vaias públicas, por exemplo.
Será?