2014

Rogério Salles defende reforma política e diz que pode sair candidato para ajudar PSDB

Apesar de já ter o nome ventilado há tempos e contar com um eleitorado cativo, ele nega que tenha a intenção pessoal de disputar o cargo

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16 de Setembro de 2013, 09h47

Rogério Salles defende reforma política e diz que pode sair candidato para ajudar PSDB
Rogério Salles defende reforma política e diz que pode sair candidato para ajudar PSDB

'Se fosse divulgado os valores reais que alguns candidatos gastam, a população ficaria escandalizada com esses valores', disparou o vice-prefeito Rogério Salles - Foto Marcos Magalhães/Gazeta\\\\\MT

O atual vice-prefeito de Rondonópolis, Rogério Salles, empresário do agronegócio, é um dos nomes fortes do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para disputar o cargo de deputado federal. Apesar de já ter o nome ventilado há tempos e contar com um eleitorado cativo, ele nega que tenha a intenção pessoal de disputar o cargo, mas diz que sairia se fosse para 'ajudar' o partido.

Ponderado e inimigo declarado dos gastos milionários nas campanhas eleitorais, Salles é defensor de uma reforma política que preconize o financiamento público das ditas campanhas. "Do jeito como são as campanhas eleitorais agora, eu não me sinto animado a sair candidato, pois eu não compro votos e entendo que quem gasta milhões para se eleger na verdade compra o mandato e não vai representar outro interesse que não seja o dele. Por isso, eu defendo o financiamento público e exclusivo das campanhas eleitorais, com uma fiscalização que seja efetiva em cima dos candidatos, de forma que ele só possa gastar o que anunciou que gastaria para a Justiça Eleitoral", defendeu.

Para ele, outro grande problema das campanhas eleitorais é que os candidatos declaram que vão gastar um determinado valor, mas acabam gastando um valor muito acima e declaram valores muito aquém do efetivamente gasto, constituindo o chamado 'caixa dois'.

"Primeiro, tinha que garantir que os candidatos só gastassem aquilo que declararam que iam gastar, pois o grande problema mesmo é que esses candidatos gastam muito mais do que o que declaram. Se fosse divulgado os valores reais que alguns candidatos gastam, a população ficaria escandalizada com esses valores. Aí a Justiça Eleitoral pega no pé dos que cometem algum pequeno deslize na sua prestação de contas, quando na verdade tinha que fiscalizar os gastos que não foram declarados, que é onde reside o grande problema", salientou, trazendo á tona um outro problema, com relação à prestação de contas de candidatos, que muitas vezes tem as suas contas de campanha rejeitadas por conta de pequenos detalhes.

"Não podemos manter uma legislação que penalize quem procura andar dentro da legalidade e deixar quem burla a lei à vontade. Muitos que fazem campanha até modestas têm problemas com a falta de um recibo de pequenos valores, e outros usam aviões, gastam milhões não declarados e têm as contas todas aprovadas. Isso é literalmente uma gozação com a cara de quem está julgando e do eleitor", complementou, em tom de desabafo.

Sobre a possibilidade de ouvir os reclames de seu partido e se lançar na disputa eleitoral, Salles não se mostrou propenso pessoalmente, mas se afirmou um 'soldado' do partido. "Eu estou num partido, gosto dele e da política e vou ter que fazer alguma coisa para ajudá-lo. Dessa forma, não posso afirmar que não sou candidato, até para não prejudicar as articulações do partido. Mas como existe a possibilidade de o Percival (Muniz, prefeito da cidade) sair candidato, eu posso ficar como vice numa boa, mas eu posso sair candidato sim, para ajudar o partido", disse.

 Ele ainda adiantou que a prioridade do PSDB na região será eleger o vereador Rodrigo Lugli, o Rodrigo da Zaeli, para o cargo de deputado estadual. "O Rodrigo é um nome novo, um rapaz trabalhador e um bom articulador político. Nós temos viajado juntos os município da região toda semana e temos tido uma boa receptividade dos companheiros. Acredito que ele tem grandes chances de se eleger", concluiu.

Rogério Salles já foi secretário Municipal de Agricultura entre 1984 a 1985, prefeito municipal de março de 1994 a dezembro 1996 e governador do Estado entre os meses de abril a dezembro de 2002. Em 2006 foi candidato a senador, quando obteve a expressiva marca de 266.957 votos, mas não obteve êxito no intento. Em 2010 saiu candidato à deputado federal, obtendo a surpreendente votação de 42.527 votos, ficando na suplência.