Sodomita

Foragido da Justiça, Silval estaria 'negociando' sua entrega à polícia

Ele é considerado foragido desde a tarde de terça-feira, 15, que o considera chefe de uma quadrilha que cobrava propina

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16 de Setembro de 2015, 08h37

Foragido da Justiça, Silval estaria 'negociando' sua entrega à polícia
Foragido da Justiça, Silval estaria 'negociando' sua entrega à polícia

Foragido da Justiça, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) estaria 'negociando' os termos de sua entrega à polícia, visando impedir a exposição de sua prisão à imprensa. Ele é considerado foragido desde a tarde de terça-feira, 15, que o considera chefe de uma quadrilha que cobrava propina para a liberação de incentivos fiscais para grandes empresas do estado.

O ex-secretário Pedro Nadaf, que seria um dos articulistas do esquema de corrupção, foi preso na operação Sodoma - Foto InternetDe acordo com informações que circulam pela imprensa da capital, Silval estaria negociando se entregar, mas somente com a garantia de que não seria exposto em público algemado. A negociação estaria sendo conduzida por seus advogados e a expectativa é que ele se entregue a qualquer momento.

Na prática, muito mais do que uma tentativa de evitar o vexame de ser flagrado sendo conduzido para a cadeia algemado, a defesa de Silval tenta ganhar tempo para obter um Habeas Corpus ou efetuar alguma outra manobra legal para evitar que o ex-governador seja de fato preso.

Entenda o caso

Silval Barbosa, de acordo com investigações da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), que foi autora do pedido de seu pedido de prisão, seria o chefe de um esquema que causou um prejuízo de R$ 73,2 milhões ao Estado somente no ano de 2012, concedendo isenção fiscal a empresas como o frigorífico JBS, gigante do ramo de alimentos, e outras, que não se enquadravam nos critérios, mediante o pagamento de propina.

Por conta das provas colhidas pela Decor, foram decretadas as prisões de Pedro Nadaf, ex-secretário de Indústria e Comércio e Casa Civil do governo de Barbosa, e Marcel de Cursi, ex-secretário de Fazenda, que foram presos pela Polícia Civil como parte da Operação Sodoma, nome que faz referência à cidade do mesmo nome, que teria sido destruída por Deus por conta da degradação de seus valores morais.

A prisão de Silval também foi decretada, mas o ex-governador não foi encontrado pela polícia e desde então é considerado foragido da Justiça.

Um dos casos mais emblemáticos e que demonstra claramente como o esquema funcionava pode ser visto por meio do relato do empresário João Batista Rosa, dono da empresa Tractor Parts, que afirma ter pagado R$ 2,6 milhões para Pedro Nadaf para obter o benefício para sua empresa. Com o empresário, que aceitou fazer delação premiada, a polícia recolheu diversos documentos como cópias de cheques e comprovantes de depósitos bancários, que comprovariam o crime contra o patrimônio público.