SUMIU
A quinze dias da eleição, por onde andam as tradicionais pesquisas?
16 de Setembro de 2016, 09h31
Em eleições anteriores, tempos de campanhas com duração de três meses, comício e tudo o mais que compunha o aparato eleitoral, eram tradicionais também as pesquisas de intenções de voto qualitativas e quantitativas, apontando quais candidatos seguiam com maior ou menor margem...
Bem da verdade, Rondonópolis parece ter sumido do mapa dos institutos neste 2016. Bem da verdade também que pesquisas são encomendadas por alguém, e nunca à toa. Por fim, é possível que haja uma forte ligação entre estes dois fatores citados: o sumiço e o interesse. O primeiro por consequência do segundo.
Logo no início da corrida eleitoral, uma primeira e única pesquisa amplamente divulgada fora feita pelo Instituto Mark, apontando, ainda que precocemente, quais candidatos a prefeito e vereador no município tinham mais ou menos chances. Estávamos ainda na primeira quinzena de agosto e pouco se podia confiar, em termos de parâmetro eleitoral.
De lá pra cá, ninguém mais se interessou oficialmente em buscar numerar as intenções de voto. Tradicionais institutos da capital do Estado, acostumados a bombardear as páginas dos jornais e serem repercutidos pela imprensa do interior não mais foram avistados minuciando o processo eleitoral.
Há quem diga que a razão de tanto silêncio está no candidato, digamos, mais simpático aos institutos cuiabanos. E mais, já tem adversário candidato a prefeito em Rondonópolis enxergando com ótimos olhos a falta de pesquisa. "O candidato deles está tão mal que nem querem mexer com isso. Estão fingindo que nada acontece", segue no tom.
Saber quem seria o candidato querido, como afirma o rival, não é tarefa difícil. Basta acompanhar com carinho, saber quem é cada um e quem lhe apoia. Nesta hora, até o mais silencioso palanque se torna um poeta.
Seja como for, o bico fechado dos instituto de pesquisa também já virou munição de candidato antenado, disposto a apertar o gatilho por aqui. E não só, pois há chances do tiro ecoar lá em terras cuiabanas.
Coisas da política...