ELEIÇÕES 2026
Imprensa nacional expõe ficha criminal de suplente investigado de Janaína Riva
Escolha de lobista investigado pela PF amplia desgaste da candidata ao Senado e destrói discurso de combate à corrupção
16 de Setembro de 2026, 07h27
A escolha de Danilo Trento (MDB) como primeiro suplente da candidata ao Senado Janaína Riva ganhou repercussão nacional e levantou novos questionamentos sobre os critérios da chapa. A Folha de S.Paulo destacou o histórico de investigações envolvendo o empresário, apontado como lobista e alvo da Polícia Federal por suspeitas de participação em fraudes contra aposentados do INSS.
Trento também foi indiciado pela CPI da Pandemia, em 2021, por suposto envolvimento em irregularidades na negociação de vacinas contra a Covid-19. Relatórios do Coaf apontaram, ainda, que ele teria recebido R$ 19,2 milhões do grupo J&F.
A indicação de um nome com tamanho desgaste jurídico e político respinga diretamente na chapa majoritária de Mato Grosso. Janaína Riva concorre ao Senado na aliança encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL), que disputa o governo do estado.
A presença de Trento na chapa gera questionamentos, especialmente porque Janaína é herdeira política de José Geraldo Riva, frequentemente rotulado como “o maior ficha-suja do Brasil”, e agora se alia a um empresário que acumula investigações relacionadas a supostos casos de corrupção.
O caso reacende o debate sobre o modelo de escolha de suplentes no Senado, que permite que figuras investigadas ou sem votos assumam cadeiras no Congresso Nacional na ausência do titular. Com a exposição do caso na imprensa nacional, a chapa de Mato Grosso enfrenta uma nova crise de imagem às vésperas do pleito.