Pesos e medidas: Mutum cobra agora transparência que não houve na gestão anterior
17 de Janeiro de 2013, 09h29
Chamou a atenção ontem (16) a atuação do vereador Milton Mutum (PSD) e de alguns novatos que também integram a bancada de apoio ao prefeito Percival Muniz na Câmara Municipal. Reunidos em caráter extraordinário para votar projetos autorizando contratações temporárias, esses parlamentares acabaram prolongando inexplicavelmente uma discussão que parecia simples.
Os projetos eram considerados consensuais, já que visam apenas preencher cargos que estavam vagos desde o final do ano passado. O objetivo é garantir o funcionamento da máquina pública até que a nova gestão consiga realizar o concurso, conforme acordo já firmado com o Ministério Público.
Porém, houve uma longa e infrutífera discussão sobre normas regimentais e coube ao vereador Lourisvaldo Oliveira, o Fulô (PMDB) pôr ordem na casa - lembrando que o plenário é soberano e que, portanto, tinha a prerrogativa de votar as matérias em blocos e, se quisesse, autorizar também o trâmite em regime de urgência de outros três projetos que haviam chegado momentos antes da sessão.
A intervenção de Fulô foi providencial e ajudou a Mesa Diretora a encaminhar a votação, que terminou com a aprovação unânime dos presentes.
Mesmo assim, Milton Mutum fez questão de ler na tribuna da Casa todos os projetos em trâmite. Alegou que a medida visava garantir transparência ao trabalho legislativo - preocupação que aparentemente ele não tinha até o ano passado em relação aos projetos do então prefeito Ananias Filho (PR).
Não custa lembrar que Milton Mutum foi um dos responsáveis (?) pela aprovação da mudança na Lei Orgânica permitindo que o ex-prefeito alienasse mais de 300 mil metros quadrados de áreas públicas - muitas delas sem passar pela Câmara, portanto, sem transparência.
Vai entender...