decisão do presidente

Forças Armadas vão atuar dentro dos presídios, decide Temer

É a primeira vez que as Forças Armadas serão usadas em uma ação nas penitenciárias

por GazetaMT

17 de Janeiro de 2017, 14h49

Forças Armadas vão atuar dentro dos presídios, decide Temer
Forças Armadas vão atuar dentro dos presídios, decide Temer

Diante da crise no sistema penitenciário, o presidente Michel Temer disponibilizou as Forças Armadas para atuarem dentro dos presídios estaduais. O efetivo cederá tecnologia e promoverá ações específicas, como inspeções nas prisões. Em reunião nesta terça-feira, ficou definido que os governadores deverão concordar com a ação do Exército, que será coordenada pelo Ministério da Defesa. É a primeira vez que as Forças Armadas serão usadas em uma ação nas penitenciárias.

"Haverá inspeções rotineiras dos presídios com vistas à detecção e à apreensão de materiais proibidos naquelas instalações. Essa operação visa a restaurar a normalidade e os padrões básicos de segurança dos estabelecimentos carcerários brasileiros", disse o porta-voz do presidente, Alexandre Parola. Não foram apresentados maiores detalhes sobre a ação, debatida nesta terça. A decisão foi tomada pelo presidente em reunião com o grupo de inteligência do governo, com a presença do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, da Defesa, Raul Jungmann, e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, que ocorre nesta tarde.

Enquanto Moraes reúne-se com o presidente, secretários de Segurança de todo o país estão em encontro no Ministério da Justiça para debater medidas para controlar o caos nas penitenciárias. O ministro participou da reunião pela manhã e deverá retornar. Desde o início do ano, mais de 100 presos foram mortos em rebeliões no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, a última delas.

O presidente também determinou a criação de uma comissão para reformar o Sistema Penitenciário brasileiro, com integrantes do Executivo, Judiciário, Legislativo e sociedade civil organizada. Temer também determinou a criação do comitê de integração e cooperação na área da inteligência, a exemplo do que foi feito durante as Olimpíadas. Foi determinada também a criação de  uma comissão de reforma do Sistema Penitenciário, com a participação de integrantes da Sociedade Civil, do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.