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Ibrahim diz que vai continuar trabalho do pai e cobra mais transparência na habitação

Ele diz que vai cobrar mais transparência do Executivo na escolha das pessoas que serão cotempladas com casas populares

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17 de Outubro de 2012, 07h00

Ibrahim diz que vai continuar trabalho do pai e cobra mais transparência na habitação
Ibrahim diz que vai continuar trabalho do pai e cobra mais transparência na habitação

(Foto: Marcos Magalhães)O empresário e administrador de empresas Ibrahim Zaher, 29 anos, filho do vereador Mohamed Zaher (PSD), é um dos novos vereadores que estreiam seus mandatos a partir do dia 1 de janeiro do ano que vem, mas já demonstra uma desenvoltura de veterano quando o assunto é a política. Ele diz que vai cobrar mais transparência do Executivo na escolha das pessoas que serão cotempladas com casas populares oriundas de programas habitacionais e que vai focar também no desenvolvimento de projetos nas áreas do esporte, cultura e lazer.

Filho de político, Ibrahim afirma que sempre aompanhou seu pai e encara o mandato parlamentar como um desafio. "Eu vou buscar me inteirar para exercer o mandato com excelência. Mas encaro a vida pública como uma empresa que temos que administrar e temos 200 mil patrões. Eu conversei muito com a população durante a campanha eleitoral e acredito que o que a população mais quer dos vereadores eleitos é que eles fiscalizem muito o Executivo", defendeu.

Sobre sua atuação na Câmara, ele diz que vai cobrar mais transparência no setor da habitação do Muncípio. "A área da habitação precisa de mais fiscalização e transparência, que é um dos grandes problemas de Rondonópolis, junto com a saúde. Tem muita casa, mas as pessoas que mais precisam não conseguem ter acesso. Infelizmente, nessa última gestão, as coisas aconteceram de forma obscura e muitas pessoas que fizeram o seu cadastro a muito tempo não sabe como está sua situação, enquanto muita gente que já tem casa consegue mais uma", denunciou Ibrahim.

Zaher disse também que deve lutar pela implementação de políticas públicas voltadas para o esporte, a cultura e o lazer. "Essas são áreas que eu tenho projetos e que considero preventivas, com as quais conseguimos trabalhar com jovens e crianças, evitando que entrem apra as estatíticas da criminalidade. Vou defender a implantação da Secretaria Municipal de Cultura e que ela trabalhe com pessoas que já atuem na área e que hoje tem uma enorme dificuldade para conseguir incentivos e recursos para seus projetos. Eu vejo na cultura uma oportunidade de crescimento para jovens, através da música, da dança e de todas as formas de manifestaçao cultural", discorreu.

Já sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara, Ibrahim Zaher diz ainda não ter firmado nenhuma posição, mas defendeu a união dos dez vereadores pelo rol de partidos que apoiou o prefeito eleito Percival Muniz (PPS). "A nossa intenção é manter bem unidos os dez vereadores que se elegeram junto com o Percival e com certeza vamos encontrar um consenso para a questão da Mesa. O que nós queremos é trabalhar em parceria com o prefeito, para que le tenha condições de trabalhar e cumprir com todas as promessas que fez durante a campanha eleitoral, que são todas possíveis de serem cumpridas", afiançou.

Rodízio - Ibrahim defendeu também o rodízio de vereadores eleitos pela sua coligação, que além de seu partido, o PSD, inclui também o DEM e o PV. "Foi um compromisso do PSD junto aos outros partidos que coligamos e da minha parte nós vamos fazer o rodízio sim", adiantou o vereador eleito. O rodízio em questão envolverá até o terceiro suplente da coligação, que assumirá por um período o mandato de vereador, no caso, os suplentes Armindo Gomes Neto, o Armindo da Caixa (PSD), o ex-secretário de Meio Ambiente Lindomar Alves (PV) e a ex-vereadora Luciene Soares de Lima (PSD).

Ele analisou ainda que faltou uma postura mais ativa da parte da atual leva de vereadores e que pretende continuar o legado de seu pai na política. "A maior falha da última legislatura foi na fiscalização. Muitos vereadores ficaram omissos em casos como o da Travessia Urbana, onde foram feitas denúncias e foi pedida a abertura de uma Comissão para investigar e grande parte dos vereadores não apoiaram a iniciativa. Entendo que tem que haver a parceria com o Executivo mas sem perder de vista a função vital do vereador que é fiscalizar se o dinheiro está sendo bem aplicado. Por isso, eu entendo que a minha eleição se deva a um desejo da população, que quis uma renovação no tecido político de Rondonópolis. Tudo que sei, tudo que aprendi na vida foi com meu pai e minha mãe, mas tenho minha forma de pensar. Vou dar continuidade no trabalho do meu pai, mas de forma diferente", finalizou.